As irmãs Adriana Bornemann e July Ana Bornemann têm uma longa trajetória como empreendedoras. Adriana conta que, há alguns anos, ela e a irmã ficaram desempregadas e estavam tristes e frustradas quando decidiram que queriam empreender. Devendo, as duas abriram a empresa com a seguinte pergunta: “Como começar sem dinheiro?”.

No início, para vender produtos de sex shop, elas fizeram uma primeira compra no valor de R$ 250,00 – no cartão de crédito –, mas sem saber se conseguiriam pagar. Com a garantia da mãe, que emprestaria o dinheiro se fosse preciso, as duas receberam os produtos e começaram a oferecer.

“Não era tempo de internet e nem WhatsApp. Dava muito trabalho, mas o ‘boca a boca’ foi espalhando. Em dez dias, vendemos nosso estoque e recebemos”,

conta uma das irmãs.

Elas ficaram conhecidas como “As Meninas”. Como também vendiam lingerie, decidiram começar a produzir algumas peças.

“Minha irmã sabia costurar o básico, e eu não sabia nem colocar um fio numa agulha. Fizemos de ‘um tudo’ com ajuda do YouTube”,

explicam.

Certo dia surgiu a encomenda de um Kigurumi, o macacão pijama de personagem. Kigurumi é uma palavra japonesa que designa pessoas caracterizadas ou fantasiadas como animais. No Brasil, são pijamas divertidos, que parecem fantasias e encantam crianças e adultos.

“Choramos para fazer! Não dava certo. Perdemos materiais, ficamos horas costurando e descosturando! Quando ficou pronto, fomos tomadas por uma sensação boa, um orgulho de mãe mesmo”,

relatam as empreendedoras.

Depois de finalizar a primeira peça, as irmãs decidiram – sem muita pretensão – postar as fotos em grupos de Facebook.

“Foi sucesso e loucura total. Tivemos e temos que aprender todos os dias como fazer um novo personagem. Fazemos à mão livre os desenhos até hoje! Nesse dia em especial, posso dizer que vale a pena. Foram e são dias difíceis, todos de muito trabalho e desafios”

comemoraram as irmãs.

Mesmo com o sucesso, as duas passaram por dificuldades pessoais durante o caminho empreendedor. A perda da mãe por problemas de saúde e o câncer da irmã mais velha.

“Nos afundamos no trabalho. Depois de tantas lutas, nos sentíamos perdidas por não termos elas e nem a rotina de cada uma com seus tratamentos”,

relatam.

Hoje, a sobrinha delas a Maryna Bornemann também trabalha no ateliê. Ela conta que as clientes foram parte essencial na vida delas, não apenas por comprar os kigurumis, mas também animando elas com as fotos das encomendas e ajudando a continuarem.

“Foram as clientes, mesmo sem saber, que nos deram ânimo e motivos para levantar de manhã e trabalhar até a noite… Que foram nossa terapia nos mandando fotos sorridentes, vídeos de momentos felizes em que ajudamos com nossos Kigurumis. Nos mostraram que estávamos no caminho certo”,

conta Maryna.

As dicas das meninas

  • Acredite no que você faz e dê o seu melhor;
  • Os sonhos nem sempre estão onde você imaginou. Esteja preparado para se adaptar;
  • Faça pelo seu cliente tudo aquilo que faria para um amigo! Eles são a parte mais importante da sua empresa.

Acompanhe o trabalho delas pelas redes sociais: @dasmeninaskigurumi

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Irmãs começam primeira empresa devendo e hoje fazem sucesso com venda de pijamas

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