Após registrar grande queda em março, a produção industrial brasileira fechou abril em alta de 0,3% em abril, informou nesta terça-feira (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos quatro primeiros meses do ano, porém, o setor ainda acumula queda de 2,7%.

Foto: Arquivo – Agência Brasil

Em abril, segundo o IBGE, houve expansão em 20 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo instituto. As principais influências positivas foram veículos automotores (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%).
Todos eles reverteram resultados negativos registrados em março, quando a produção industrial brasileira registrou queda de 1,4%.

O setor extrativo continua sofrendo os efeitos do desastre de Brumadinho (MG), que levou à paralisação de uma série de minas da Vale em Minas Gerais. De acordo com o IBGE, a produção desse setor caiu 9,7% em abril. Foi o quarto recuo seguido.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a indústria brasileira recuou 3,9%, com resultados negativos em 13 dos 26 ramos pesquisados. A indústria extrativa caiu 24%, a queda mais intensa da série histórica iniciada em 2002.

Até o momento, as contabilidades contabilizam 245 mortos e 25 desaparecidos após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, que ocorreu no dia 25 de janeiro.

Pesquisa da consultoria IHS Markit mostram que a situação em maio ainda é ruim. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), calculado pela consultoria, caiu a 50,2 no mês, ante 51,5 registrados em abril.
É o número mais baixo em 11 meses e está próximo da estagnação -quando o índice atinge a marca de 50.