Sob críticas do varejo e desgaste no meio político, o Governo Federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), decidiu recuar da decisão que aumentou alíquotas de Imposto de Importação de 15 itens de informática e telecomunicações. São produtos como aparelhos celulares (smartphones), notebooks, placas-mãe, roteadores, mouses, memórias RAM e processadores, que voltarão às alíquotas anteriores. As informações são da Folha de S.Paulo.

A decisão pelo aumento ocorreu no Comitê Executivo da Camex, foi tomada no final de janeiro e resultou no aumento de imposto para 1.252 itens. A jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a medida não tem objetivo de aumentar a arrecadação, embora a projeção, ao final de 2025, fosse de R$ 14 bilhões a mais nos cofres do governo com o tributo.
“Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, mas impede que uma empresa estrangeira, utilizando um subterfúgio, consiga concorrer com a empresa que está instalada no Brasil com um produto similar”, disse o ministro na quarta-feira (25).
A Abinee, que representa os fabricantes de eletrônicos, apoiou a resolução com o aumento de impostos, classificando a medida como um “incentivo para a indústria local”.
Aumento do Imposto de Importação gera reclamações
A medida gerou reclamações de associações dos setores de máquinas e de eletroeletrônicos. Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do governo já admitiam, na última semana, o desgaste sofrido com a decisão e indicavam uma revisão das alíquotas.
Na reunião da Camex desta sexta-feira (27), além do recuo do aumento de alíquota para os 15 itens de informática, também foi acolhido um pedido que isentou outros 105 itens de bens de capital (usados para produzir), informática e telecomunicações. Para estes produtos, a alíquota ficará zerada por 120 dias.
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