O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil, fechou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). O resultado mostra uma desaceleração da economia brasileira, que havia crescido 3,4% em 2024.

Em valores, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões no ano passado. Já o PIB per capita, que é o dado obtido dividindo a soma das riquezas pela população, ficou em R$ 59.687, com uma alta de 1,9% em valor real – ou seja, descontando a inflação.
O crescimento da economia brasileira foi puxado pelo setor agropecuário, que teve uma expansão de 11,7% em 2025. Os outros dois setores – serviços (1,8%) e indústria (1,4%) tiveram desempenhos mais modestos. O agro respondeu por 32,8% do crescimento da economia no ano passado.
O Consumo das Famílias, que é um importante indicador do dinamismo e força da economia, sofreu forte desaleceração em 2025, com a expansão de apenas 1,3%, queda brusca em relação aos 5,1% de alta no ano anterior. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.
A taxa de investimento da economia brasileira em 2025 foi de 16,8% do PIB, quase uma estabilita diante dos 16,9% registrados em 2024. Já a taxa de poupança (o valor que os brasileiros mantiveram guardado para o futuro), ficou em 14,4% do PIB, uma leve alta em relação aos 14,1% em 2024.
PIB tem o pior crescimento do governo Lula
O PIB brasileiro registrou em 2025 o pior crescimento do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Confira abaixo os resultados ano a ano.
2023: 3,2%
2024: 3,4%
2025: 2,3%
Veja o desempenho por setores
Motor do crescimento do PIB, a Agropecuária (alta de 11,7%) teve seus ganhos principalmente por causa do aumento de produção e da produtividade na Agricultura. Segundo o levantamento específico do IBGE, várias culturas tiveram crescimento de produção em 2025, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes históricos.
Na Indústria, o destaque positivo foram as Indústrias Extrativas (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A Construção – setor importante da economia – cresceu apenas 0,5%, o que foi decorrente da alta da massa salarial real dos trabalhadores do setor.
Segundo o IBGE, todas as atividades do setor de Serviços registraram expansão em 2025, com destaque para Informação e comunicação (6,5%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%).
Dividindo o PIB em valores pelos setores, temos os R$ 12,7 trilhões – que viram R$ 11 trilhões de valor adicionado a preços básicos (há desconto de uma categoria de impostos) – divididos entre:
Agropecuária: R$ 775,3 bilhões
Indústria: R$ 2,6 trilhões
Serviços: R$ 7,6 trilhões
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