Curitibanos preferem imóveis antigos na hora de comprar casa própria; veja bairros mais buscados

Nos últimos 12 meses, 46% das vendas de imóveis usados na cidade foram de construções com mais de 16 anos, segundo o Inpespar

Redação, com informações do Secovi-PR

Quando é chegado o momento de adquirir a casa própria, sendo um imóvel usado, a preferência dos curitibanos é pelos mais antigos.

Curitibanos preferem imóveis antigos na hora de comprar casa própria; veja bairros mais buscados
Vista de Curitiba.
Foto: Daniel Castellano/SMCS.

Nos últimos 12 meses, de junho de 2021 a maio de 2022, 46% das vendas na cidade no período foram de construções com mais de 16 anos.

Imóveis na faixa de 11 a 15 anos responderam por 13,3% das aquisições, enquanto 19,9% dos compradores preferiram imóveis com idades entre 6 e 10 anos. As construções com até 5 anos foram a escolha de 20,8% dos novos proprietários.

Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sistema Secovi-PR.

“Tradicionalmente, imóveis mais antigos têm plantas maiores, o que é considerado um diferencial para os compradores, mesmo que eventualmente reformas sejam necessárias. Além disso, há um bom custo-benefício, pois como as taxas de juros ainda estão atrativas, é possível realizar financiamentos interessantes”,

comenta o vice-presidente de comercialização imobiliária do Secovi, Josué de Souza.

A comercialização de imóveis antigos também foi beneficiada pela nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de Curitiba, que prevê a priorização do uso habitacional na Zona Central da cidade como estímulo à revitalização do centro tradicional, com estímulos à requalificação de prédios antigos.

Vendas recentes de imóveis

O Centro, aliás, foi o bairro mais procurado para a compra de imóveis residenciais usados em maio de 2022, respondendo por 9% do volume de negociações realizadas no período, de acordo com o Inpespar. Em seguida, vieram CIC (7%), Sítio Cercado (4,1%) e Uberaba (4,1%).

“Para terrenos, as vendas se concentraram no Jardim das Américas, com 21,4%, Bairro Alto e Seminário, com 14,3% cada. São bairros costumeiramente procurados para a construção de sobrados, ainda que em localidades como o Batel o lançamento de prédios esteja crescendo e deva se intensificar nos próximos anos”,

comenta o presidente do Inpespar, Luciano Tomazini.

Em maio deste ano, os imóveis residenciais usados que tiveram maior nível de comercialização foram os apartamentos, que responderam por 52% dos negócios realizados, sendo eles: dois dormitórios (27,5%), três dormitórios (24,5%) e um dormitório (10,6%).

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