Observando a evolução no número de investidores pessoas físicas, divulgado mensalmente pela B3, é possível concluir que o crescimento na procura do investidor brasileiro pelas opções da renda variável se deu principalmente em virtude da pandemia e da significativa queda de rentabilidade dos ativos da renda fixa

Para que se tenha uma ideia em relação à magnitude do crescimento no número de pessoas físicas operando na Bolsa de Valores em 2020, basta observar os números. Em dezembro de 2019, por exemplo, a Bolsa de Valores contava com pouco mais de 1,6 milhão de CPFs cadastrados, contra pouco mais de 2,9 milhões no final do mês de agosto deste ano. A estimativa é de que até o final do ano, esse número supere a marca dos 3 milhões de pessoas.

 

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Outro fato relevante a se observar, é que em julho deste ano o volume da negociação de ações por investidores pessoa física, superou o volume de negociações dos investidores institucionais, como fundos e seguradoras. Em julho, do volume total de transações realizadas na B3, 26,9% partiu de investidores pessoa física, contra 23,9% dos investidores institucionais.

No entanto, a pandemia e a menor rentabilidade dos ativos de renda fixa, como os CDBs e o Tesouro Direto parece não ser o único estímulo para que cada vez mais pessoas se interessem pela Bolsa de Valores. A democratização do acesso à informação, a expansão das plataformas digitais e o crescimento de fintechs que ajudam o investidor a tomar decisões mais assertivas e se sentir mais seguro em meio a um mercado que até pouco tempo atrás era desconhecido de muitos, certamente também tem a sua contribuição.

Modelo

A fintech Investidor10 por exemplo, chegou ao mercado com a proposta de auxiliar o investidor nas suas tomadas de decisões, por meio da disponibilização gratuita de indicadores importantes sobre as principais ações do mercado e a divulgação de conteúdos de alta relevância para o investidor

Segundo Marcos Magalhães, CEO do startup, a plataforma surgiu justamente para atender uma demanda cada vez maior de pessoas interessadas em informações e indicadores que as auxiliem em suas decisões em termos de investimentos. Veja a sua declaração:

‘O Investidor 10 surgiu justamente em um momento no qual se observa um crescimento exponencial no número de investidores pessoa física na Bolsa de Valores. Nesse cenário, tivemos a percepção de que muitos desejavam investir em ações, mas não sabiam exatamente por onde começar, como analisar uma ação e quais indicadores observar. A nossa proposta é democratizar e facilitar as análises e a obtenção de informações sobre as ações mais importantes do mercado.’

Assim, como o Investidor 10, outras fintechs estão chegando ao mercado, contribuindo para a democratização da renda variável brasileira e consequentemente para o crescimento da Bolsa de Valores. Para os próximos meses, a expectativa é positiva e a procura do brasileiro por ativos mais rentáveis deve continuar em alta.