A Copel (Companhia Paranaense de Energia) registrou um aumento no consumo de energia no Paraná durante o mês de setembro, e o avaliou como o primeiro resultado positivo desde o início da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista à Banda B, nesta quinta-feira (8), o gerente de inovação da companhia, Gustavo Klinguelfus, revelou que essa alta pode ter relação com o registro de altas temperaturas no estado, e aproveitou para oferecer dicas ao consumidores para que evitem sustos ao receberem a fatura no fim do mês.

“No mês de setembro, nós pudemos observar uma alta no consumo médio das residências. Acreditamos que este aumento tenha acontecido por causa da alta temperatura. Neste momento, os consumidores utilizam equipamentos que podem impactar na conta de energia”, afirmou Gustavo.

No último dia do mês anterior, algumas regiões do Paraná chegaram a registrar temperaturas acima de 40ºC, segundo o Sistema Meteorológico Simepar.

Para o representante da Copel, com quem a Banda B conversou, nestes momentos há um consumo maior de ar-condicionado e os geradores das geladeiras acabam tendo uma demanda maior, por exemplo. “Isso tudo contribui para o aumento que observamos”, disse.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tanto a classe comercial quanto a industrial registraram aumento no consumo. De acordo com a empresa, o mercado fio registrou crescimento de 0,3%. Este mercado inclui toda a energia que passa pela rede de distribuição da Copel: a energia fornecida a consumidores cativos e a consumidores livres.

Ainda, a empresa informou que os destaques são das classes residencial e rural, que registraram crescimento de 6,8% e 5,2%, respectivamente.

“Esse aumento depende muito de como o consumidor usa a energia. Neste momento de maior calor, a tendência é que o consumidor use mais equipamentos que demandam de mais energia”.

Dicas

Em relação a aquisição de equipamentos, o gerente destaca a importância de o consumidor procurar por equipamentos com tecnologias mais eficientes. Um exemplo de ar-condicionado é o de modelo “inverter”, que possui uma tecnologia capaz de regular o fluxo de energia do sistema, fazendo alterar a velocidade do compressor, o que consequentemente reduz o consumo de energia quando é detectado que o ambiente precisa de menos refrigeração.

Um ar-condicionado convencional de 12 mil BTUs, quando ligado por aproximadamente 6h/dia, adiciona R$ 30 reais a fatura de energia, conforme explicou o profissional. “Imagina ficar o dia todo ligado”, disse.

“É importante também observar a etiqueta A do InMetro, ou o Selo Procel de Economia de Energia. Essas duas etiquetas são os indicativos disponíveis no mercado que faz o comprador conhecer os equipamentos mais eficientes”, destacou.

Foto: Reprodução

Sobre o uso de eletrodomésticos, Klinguelfus falou da relevância de manter janelas e portas fechadas durante o uso do ar-condicionado, por exemplo. A ideia é evitar que o eletrodoméstico consuma mais energia na tentativa de refrigerar um ambiente.

“No caso das geladeiras, é recomendável tomar cuidado com estado de conservação da borracha, e notar se ela tem algum problema de vedação. Uma dica simples é pegar uma folha de papel e colocá-la entre a porta da geladeira. Se a borracha tiver em bom estado, a pessoa vai sentir uma certa dificuldade na hora de puxar o papel. Se sair facilmente, é bom procurar uma assistência especializada para fazer a troca”, pontuou Gustavo.

A respeito dos chuveiros, o gerente reconhece que muitas pessoas têm o hábito de abrir mais o registros do chuveiro para deixar a temperatura mais agradável. No entanto, ele reitera a relevância de alterar a temperatura do equipamento para que menos energia seja consumida. “Além de gastar mais energia, o consumidor também estará gastando mais água”.

Verão

Com a chegada da estação mais quente do ano, o dias tendem a ficar mais longos, e o consumo de energia sobe. As dicas que Gustavo dá vão ao encontro de métodos alternativos. “O consumidor pode aproveitar a iluminação natural do ambiente, abrir janelas e cortinas para não usar a luz artificial”, concluiu.