O anúncio de que a China pretende retaliar o aumento de impostos a suas exportações por parte dos americanos piorou o cenário para o mercado financeiro nesta sexta-feira (2). O índices S&P 500 e Nasdaq da Bolsa de Nova York tiveram mais um pregão de queda que culminou na pior semana do ano, com 3,1% e 3,92%, respectivamente, de queda no período.

A Bolsa de Hong Kong também teve sua maior queda semanal, com recuo de 5,2% no período. Além da piora no cenário global, Hong Kong vive uma onda de protestos contra a extradição à China. Com as perdas, os índices de Estados Unidos, Europa e China voltaram aos patamares de junho.

No Brasil, o Ibovespa operou destoado do mercado pelo segundo pregão seguido e subiu 0,54% com a forte alta da Petrobras, que anunciou lucro recorde na véspera.

Já o dólar sucumbiu a pressão desfavorável aos emergentes e teve alta de 1,160%, a R$ 3,8930, maior patamar desde junho. Na semana, a moeda americana acumula alta de 3,18%, segunda maior valorização semanal do ano.

Dentre os emergentes, o real é uma das divisas que mais se desvalorizou na semana, atrás apenas do peso colombiano, do peso argentino e do rublo russo.

Na quinta (1º), assim que Donald Trump anunciou tarifas de 10% de R$ 1,1 trilhão de importações chinesas a partir de setembro, as Bolsas inverteram o viés de alta. Commodities também foram pressionadas e o petróleo chegou a cair 6%. Nesta sexta, o barril do brent teve leve recuperação, com alta de 2%, a US$ 61,8.

O mesmo não aconteceu com as principais Bolsas de valores. Com a resposta chinesa de adotar as contramedidas necessárias, a Bolsa de Hong Kong e o índice CSI 300, que reúne as Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen, recuaram 2,35% e 1,47%, respectivamente, para os menores patamares desde junho. A bolsa japonesa teve queda de 2,1%. Na Eur

opa, Londres recuou 2,34%, Paris, 3,57% e Frankfurt, 3,12%. Nos Estados Unidos, Dow Jones recuou 0,37%, S&P 0,75% e Nasdaq 1,32%, também para os menores patamares desde junho.

A Bolsa de Valores de São Paulo, no centro de São Paulo, no Brasil
09/05/2016
REUTERS/Paulo Whitaker/File photo

DÓLAR
compra/venda
Câmbio livre BC – R$ 3,8733 / R$ 3,8739 **
Câmbio livre mercado – R$ 3,8910 / R$ 3,8930 *
Turismo – R$ 3,8400 / R$ 4,0800

(*) cotação média do mercado
(**) cotação do Banco Central

Variação do câmbio livre mercado
no dia: 1,160%

OURO BM&F
R$ 183,15

BOLSAS
Bovespa (Ibovespa)
Variação: 0,54%
Pontos: 102.673
Volume financeiro: R$ 17,633 bilhões
Maiores altas: Raia Drogasil ON (3,75%), Kroton ON (3,72%), Petrobrás PN (3,59%)
Maiores baixas: Cielo ON (-4,31%), GOL PN (-3,06%), Siderúrgica Nacional ON (-2,28%)

S&P 500 (Nova York): -0,73%
Dow Jones (Nova York): -0,37%
Nasdaq (Nova York): -1,32%
CAC 40 (Paris): -3,57%
Dax 30 (Frankfurt): -3,11%
Financial 100 (Londres): -2,34%
Nikkei 225 (Tóquio): -2,11%
Hang Seng (Hong Kong): -2,35%
Shanghai Composite (Xangai): -1,41%
Merval (Buenos Aires): -0,13%
IPC (México): -0,92%

ÍNDICES DE INFLAÇÃO
IPCA/IBGE
Junho 2018: 1,26%
Julho 2018: 0,33%
Agosto 2018: -0,09%
Setembro 2018: 0,48%
Outubro 2018: 0,45%
Novembro 2018: -0,21%
Dezembro 2018: 0,15%
Janeiro 2019: 0,32%
Fevereiro 2019: 0,43%
Março 2019: 0,75%
Abril 2019: 0,57%
Maio 2019: 0,13%
Junho 2019: 0,01%

INPC/IBGE
Junho 2018: 1,43%
Julho 2018: 0,25%
Agosto 2018: 0,00%
Setembro 2018: 0,30%
Outubro 2018: 0,40%
Novembro 2018: -0,25%
Dezembro 2018: 0,14%
Janeiro 2019: 0,36%
Fevereiro 2019: 0,54%
Março 2019: 0,77%
Abril 2019: 0,60%
Maio 2019: 0,15%
Junho 2019: 0,01%

IPC/Fipe
Junho 2018: 1,01%
Julho 2018: 0,23%
Agosto 2018: 0,41%
Setembro 2018: 0,39%
Outubro 2018: 0,48%
Novembro 2018: 0,15%
Dezembro 2018: 0,09%
Janeiro 2019: 0,58%
Fevereiro 2019: 0,54%
Março 2019: 051%
Abril 2019: 0,29%
Maio 2019: -0,02%
Junho 2019: 0,15%

IGP-M/FGV
Junho 2018: 1,87%
Julho 2018: 0,51%
Agosto 2018: 0,70%
Setembro 2018: 1,52%
Outubro 2018: 0,89%
Novembro 2018: -0,49%
Dezembro 2018: -1,08%
Janeiro 2019: 0,01%
Fevereiro 2019: 0,88%
Março 2019: 1,26%
Abril 2019: 0,92%
Maio 2019: 0,45%
Junho 2019: 0,80%

IGP-DI/FGV
Junho 2018: 1,48%
Julho 2018: 0,44%
Agosto 2018: 0,68%
Setembro 2018: 1,79%
Outubro 2018: 0,26%
Novembro 2018: -1,14%
Dezembro 2018: -0,45%
Janeiro 2019: 0,07%
Fevereiro 2019: 1,25%
Março 2019: 1,07%
Abril 2019: 0,90%
Maio 2019: 0,40%
Junho 2019: 0,63%

SALÁRIO MÍNIMO
Janeiro 2019: R$ 998,00