Dessa vez foram dados de criação de empregos nos Estados Unidos, com desempenho muito aquém do previsto e desenhando uma trajetória de queda. Baseado nesse indicador, investidores voltaram a adotar uma postura defensiva nos mercados de risco, antevendo desaceleração da economia americana a efeitos disseminados pelo mundo.

O resultado é o tombo de mais de 1,5% nas Bolsas americanas e que chegou a superar os 3% na Europa nesta quarta-feira (2). No Brasil, o Ibovespa caiu quase 3% e se reaproximou dos 100 mil pontos. Já o dólar cai ante a maioria das divisas emergentes.

Empregadores do setor privado americano contrataram 135 mil pessoas em setembro, número menor que os 157 mil de agosto. A decepção é ainda maior porque houve uma revisão do dado daquele mês, inicialmente anunciado como 195 mil postos de trabalho gerados.

O indicador de emprego foi anunciado um dia após um indicador mostrar um enfraquecimento da produção industrial dos Estados Unidos, reforçando preocupações de investidores com os danos causados pela guerra comercial travada pelo presidente americano, Donald Trump, contra a China.

“A única coisa que está sustentando o PIB (Produto Interno Bruto) americano é o consumo, mas consumo depende de emprego. O mercado começa a ver que talvez o principal pilar do bom momento da economia americana está começando a ruir”, afirma Victor Candido, economista-chefe e sócio da Journey Capital. Para ele, porém, os números ainda são incipientes para se antecipar uma recessão.

Ainda nesta quarta, a OMC (Organização Mundial de Comércio) autorizou os Estados Unidos a impor tarifas sobre produtos europeus em uma disputa ligada à Airbus.

O processo de impeachment contra Trump, que ele passou a chamar de golpe, tampouco ajuda na confiança de investidores. Pesquisa elaborada pelo site Five Thirty Eight mostra que o apoio a um eventual impeachment do americano agora é maior que a rejeição a sua remoção da presidência.

A Bolsa de Valores de São Paulo, no centro de São Paulo, no Brasil
09/05/2016
REUTERS/Paulo Whitaker/File photo

DÓLAR
compra/venda
Câmbio livre BC – R$ 4,1540 / R$ 4,1546 **
Câmbio livre mercado – R$ 4,1330 / R$ 4,1350 *
Turismo – R$ 4,1100 / R$ 4,3400

(*) cotação média do mercado
(**) cotação do Banco Central

Variação do câmbio livre mercado
no dia: -0,670%

OURO BM&F
R$ 209,00

BOLSAS
Bovespa (Ibovespa)
Variação: -2,90%
Pontos: 101.031
Volume financeiro: R$ 17,214 bilhões
Maiores altas: Ultrapar ON (0,31%), Marfrig ON (0,09%),
Maiores baixas: Vale ON (-5,47%), Bradespar ON (-4,91%), JBS ON (-4,40%)

S&P 500 (Nova York): -1,79%
Dow Jones (Nova York): -1,86%
Nasdaq (Nova York): -1,56%
CAC 40 (Paris): -3,12%
Dax 30 (Frankfurt): -2,76%
Financial 100 (Londres): -3,23%
Nikkei 225 (Tóquio): -0,49%
Hang Seng (Hong Kong): -0,19%
Shanghai Composite (Xangai): -0,92%
CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,99%
Merval (Buenos Aires): 2,41%
IPC (México): -1,66%

ÍNDICES DE INFLAÇÃO
IPCA/IBGE
Agosto 2018: -0,09%
Setembro 2018: 0,48%
Outubro 2018: 0,45%
Novembro 2018: -0,21%
Dezembro 2018: 0,15%
Janeiro 2019: 0,32%
Fevereiro 2019: 0,43%
Março 2019: 0,75%
Abril 2019: 0,57%
Maio 2019: 0,13%
Junho 2019: 0,01%
Julho 2019: 0,19%
Agosto 2019: 0,11%

INPC/IBGE
Agosto 2018: 0,00%
Setembro 2018: 0,30%
Outubro 2018: 0,40%
Novembro 2018: -0,25%
Dezembro 2018: 0,14%
Janeiro 2019: 0,36%
Fevereiro 2019: 0,54%
Março 2019: 0,77%
Abril 2019: 0,60%
Maio 2019: 0,15%
Junho 2019: 0,01%
Julho 2019: 0,10%
Agosto 2019: 0,12

IPC/Fipe
Agosto 2018: 0,41%
Setembro 2018: 0,39%
Outubro 2018: 0,48%
Novembro 2018: 0,15%
Dezembro 2018: 0,09%
Janeiro 2019: 0,58%
Fevereiro 2019: 0,54%
Março 2019: 051%
Abril 2019: 0,29%
Maio 2019: -0,02%
Junho 2019: 0,15%
Julho 2019: 0,14%
Agosto 2019: 0,33%

IGP-M/FGV
Setembro 2018: 1,52%
Outubro 2018: 0,89%
Novembro 2018: -0,49%
Dezembro 2018: -1,08%
Janeiro 2019: 0,01%
Fevereiro 2019: 0,88%
Março 2019: 1,26%
Abril 2019: 0,92%
Maio 2019: 0,45%
Junho 2019: 0,80%
Julho 2019: 0,40%
Agosto 2019: -0,67%
Setembro 2019: -0,01%

IGP-DI/FGV
Agosto 2018: 0,68%
Setembro 2018: 1,79%
Outubro 2018: 0,26%
Novembro 2018: -1,14%
Dezembro 2018: -0,45%
Janeiro 2019: 0,07%
Fevereiro 2019: 1,25%
Março 2019: 1,07%
Abril 2019: 0,90%
Maio 2019: 0,40%
Junho 2019: 0,63%
Julho 2019: -0,01%
Agosto 2019: -0,51%

SALÁRIO MÍNIMO
Janeiro 2019: R$ 998,00