A alta demanda por atendimentos de saúde fez com que a Prefeitura de Curitiba tomasse uma atitude para tentar desafogar o setor de Urgência e Emergência. Começa a funcionar, já nos próximos dias, um plano de contingência da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba, que vai altera os fluxos de atendimento das UPAs do Boa Vista e do Cajuru, a princípio.

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Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

Conforme a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, o que está sendo programado é a organização e a reorientação do fluxo de atendimento dentro das UPAs. 

“Porque o paciente com suspeita de dengue ele causa maior tempo de atendimento e isso reflete no tempo de espera. Quando alguém está esperando na UPA, sempre tem que lembrar que alguém está sendo atendido”

explica a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Segundo a secretária, já foram ampliados 48 leitos de enfermaria e vão ser ampliados mais 70 leitos nos próximos dias, além de mais 10 UTIs no Hospital Municipal do Idoso.

O que muda no atendimento?

A partir desta quarta-feira (10), o fluxo em Y, utilizado várias vezes durante a pandemia, vai voltar a ser adotado gradativamente nas UPAs do município, neste período de maior alta de demanda por atendimento.

Para as pessoas, nada muda, pois tudo continua no mesmo lugar. A diferença é que, dessa forma, o atendimento pode ser feito de forma específica, separando casos respiratórios e pacientes com suspeita de dengue de atendimentos para os demais pacientes.

As unidades Boa Vista e Cajuru já estão com tendas, que devem iniciar, nos próximos dias, a mudança nos atendimentos. 

“Também nas tendas faremos os atendimentos de casos respiratórios. Separaremos esse fluxo e estamos contratando mais profissionais para apoiar esse trabalho dentro das tendas e no espaço das unidades”

diz Beatriz Battistella.

Com a alta demanda, aumentou também o tempo de espera. Isso porque quanto mais gente estiver na UPA para atendimento, mais demorado o serviço vai estar. Ainda assim, Beatriz reforça que ninguém ficará sem atendimento.

“A espera que buscamos junto com a nossa equipe é sempre a mais segura, porque não podemos deixar aqueles que não podem esperar esperando. Precisamos identificar no saguão, às vezes com 100 pessoas, quais são aquelas que não podem esperar porque ali qualquer minuto faz diferença no desfecho do atendimento. Casos leves, que são mais de 70% dos que procuram uma unidade de pronto atendimento, sim tem uma espera”

comenta a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Atendimentos infantis

Beatriz Batistella destacou que, até o momento, Curitiba não sentiu aumentar os casos de atendimentos infantis. Mas reforçou que a cidade monitora isso também.

“Ainda não chegou aquele momento, em nossa cidade, em que há aumento na quantidade de crianças afetadas pelo clima. Em Curitiba acaba sendo muito grande o número de crianças com problemas respiratórios, isso ainda não está acontecendo, deve começar a partir agora do mês de maio. Para isso, Curitiba está organizada, olhando o volume de atendimento. Nosso sistema é vigilante, consegue monitorar e perceber o aumento daquilo que está acontecendo. Temos condições de fazer a modulação do sistema”.

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Foto: Hully Paiva/SMCS.

Qual é a orientação?

No momento, duas orientações principais se destacam para os casos de saúde: a primeira delas é sobre os atendimentos nas UPAs, que não são para casos leves. 

“Aumento de pessoas dentro do serviço de saúde faz com que haja maior confusão no que está acontecendo. Mas todo mundo está sendo atendido, ninguém está sendo esquecido, deixado de lado. É importante, a gente tem que deixar cada vez mais claro, a UPA não é um lugar de casos leves”

alerta a secretária municipal da Saúde de Curitiba.

O outro alerta é para que os motoristas dirijam com responsabilidade. Isso porque também houve aumento na demanda de internações por conta de acidentes de trânsito, afogando ainda mais o sistema.

“Nossa maior causa de internação na cidade é em função de causas externas e o acidente de trânsito é o maior causador de internamentos em nossa cidade. São 100% evitáveis. Basta que cada motorista faça essa direção com responsabilidade. Não precisa ter um guarda para dizer que não pode beber, que não pode exceder a velocidade, que não pode usar celular”

desabafa a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Beatriz Battistella reforça que Curitiba dispõe de vários serviços que podem ajudar quem precisa de atendimento de saúde. 

“Temos a unidade básica de saúde, que pode ser feito o agendamento do atendimento pelo aplicativo Saúde Já para casos leves. As pessoas também podem ligar na Central do Saúde Já, pelo 3350-9000, e aí vão ser atendidas e vai ser feita uma classificação de risco, se não tiver como ser atendida por telefone será orientada”. 

A secretária de saúde alertou que as pessoas também não procurem os pronto-socorros como o Hospital do Trabalhador e o Hospital Evangélico. 

“Além disso tudo, também procurar as medidas que cada um deve fazer para se cuidar: temos vacina contra a gripe para grupos prioritários que precisam tomar a vacina porque protege e vai evitar acúmulo de pessoas nos serviços de saúde. No momento específico que estamos vivendo, temos também que cuidar das nossas casas, todos precisam cuidar para evitar de o mosquito se enraizar em nosso meio. Com isso vamos diminuir a incidência de pessoas com dengue em nossa cidade”

conclui Beatriz Batistella.

As UPAs são unidades voltadas ao atendimento de casos graves e de emergências de saúde. As UPAs trabalham com um sistema de classificação de risco. Assim, aqueles pacientes com queixas mais urgentes são priorizados, enquanto os demais casos podem aguardar mais tempo.

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‘UPA não é um lugar de casos leves’, alerta secretária de saúde; fluxo é alterado para desafogar atendimentos

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