O desaparecimento do border collie Colby, de um ano e cinco meses, virou um caso policial cercado de dúvidas e a tutora Vitória Buba afirma que o proprietário do hotel tem apresentado versões contraditórias e confusas. Uma testemunha alegou ter sofrido ameaças.

Colby teria, supostamente, fugido de um hotel pet em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), durante a madrugada de 9 de fevereiro. Segundo Vitória, o proprietário do estabelecimento informou por telefone que o animal teria escapado.
No entanto, a tutora afirma que diversas contradições e a falta de acesso às imagens de segurança levantaram suspeitas sobre o caso.
Falta de imagens de câmeras sobre o caso Colby
Desde o desaparecimento, Vitória afirma que solicitou diversas vezes acesso às imagens das câmeras de segurança do local, mas não recebeu o material.

Segundo ela, o proprietário teria informado que as câmeras não funcionavam. Em outro momento, no entanto, disse que estava tentando recuperar as gravações e temia que os arquivos expirassem devido ao formato e tempo.
Para Vitória, os registros poderiam mostrar para qual direção o animal teria ido, se alguém recolheu o cachorro ou até mesmo se houve algum acidente. Entretanto, o caso segue sem respostas.
Buscas intensas e mobilização nas redes sociais
Enquanto tenta esclarecer o que aconteceu, Vitória afirma que iniciou uma busca intensa pelo cachorro com divulgação nas redes sociais, colagem de panfletos nas ruas e até mesmo com oferta de recompensa de R$ 3 mil.
Ela relata que chegou a imprimir mais de mil cartazes, que foram espalhados por diferentes regiões. Além disso, conversou com moradores, publicou apelos nas plataformas e até investiu em publicações com tráfego pago para ampliar o alcance das informações.
Mesmo enquanto estava fora da cidade, a tutora afirma que passou grande parte do tempo tentando encontrar pistas sobre o paradeiro do animal.
“Quero trazer ele pra casa, em segurança. Esse é o meu objetivo: estar com o Colby de volta, vivo. Várias coisas passam pela minha cabeça, justamente porque as informações concedidas pelo proprietário do hotel são muito contraditórias e não tem como saber se ele está vivo, morto, se ainda está no hotel, se está com outra pessoa, se foi vendido, se de fato fugiu ou morreu no local”
desabafou.
Segundo a Vitória, Colby não é castrado e teria fugido em uma região de mata, o que dificulta ainda mais as buscas.
Tutora registra boletim de ocorrência
Diante das dúvidas, Vitória registrou um boletim de ocorrência e passou a contar com acompanhamento jurídico.

O advogado Igor José Ogar afirma que as explicações apresentadas até agora levantam questionamentos.
“São muito duvidosas, para não dizer mentirosas, as alegações trazidas por aquele que tinha o dever de guarda do Colby”
disse o advogado.
Conforme o profissional, antes mesmo da fuga, já existiam informações e mensagens do proprietário do hotel pet no sentido de que o animal poderia fugir.
O que causa muita estranheza porque se, de fato, houvesse esse risco ou se ele mesmo não tivesse capacidade de guarda, não deveria ter assumido o compromisso”
alega.
Igor Ogar ainda reforça que a situação do desaparecimento do border collie Colby é de “negligência, imprudência e imperícia enormes e gritantes“.
Testemunha relata problemas no local
Uma moradora da região em que fica o hotel pet de onde, supostamente, Colby fugiu, afirmou ter presenciado situações que a deixaram preocupada com o funcionamento do estabelecimento.
Segundo ela, quando o hotel abriu, os cães choravam com frequência e havia relatos de fugas anteriores. A testemunha também afirmou ter visto animais expostos ao tempo, em condições de chuva e sujos de barro.
Ela contou ainda que, em certa ocasião, viu um rottweiler extremamente magro no local e decidiu alimentá-lo com um pedaço de pão. Porém, após perceber o ocorrido, o proprietário do hotel teria ido até a residência dela buscando briga.
“Ele veio aqui em casa, louco, buzinando, falando que eu estava envenenando o cachorro dele, gritando comigo. Depois veio a polícia aqui. O PM chegou e eu expliquei. Dei um pedaço de pão fresco porque passei ali e o cachorro estava muito magro. Errei, não era para ter feito isso, mas não foi para matar o cachorro”
explicou a testemunha.
A moradora afirma que também se sentiu ameaçada em meio à situação do desaparecimento de Colby. O dono do hotel teria ido, novamente, até a casa dela para questionar a segurança e o medo de morar sozinha.
“A senhora se sente segura aqui? Não tem medo de morar sozinha? Achei que aquilo foi uma ameaça. Ele falou assim: ‘Eu te odiava porque eu estava começando meu serviço e a senhora me denunciou, mas eu comecei a rezar e na Bíblia diz que é pra gente cuidar das viúvas e criancinhas, então não tenho mais ódio’. Pra mim, foi uma ameaça”
afirmou.
Tutora cobra respostas
Segundo Vitória, o proprietário do hotel chegou a dizer que ela deveria ter adestrado o cachorro antes de deixá-lo no hotel, argumento que ela rebate.
“O dono teve a audácia de me falar que eu deveria ter adestrado o Colby antes e este foi o motivo da fuga. Isso é uma palhaçada”
alega a tutora.
Ela afirma ainda que o responsável pelo hotel teria prometido ir à delegacia, mas não compareceu. De acordo com a tutora, um policial que acompanha o caso também teria tentado encontrá-lo, sem sucesso.
A reportagem da Banda B tenta contato com o hotel de onde Colby desapareceu.
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