Thayane Smith, a jovem de 19 anos que ficou conhecida nas redes sociais após o amigo, Roberto, desaparecer no Pico Paraná na virada do ano de 2025 para 2026, usou a conta no Instagram para contar sua versão dos acontecimentos. De acordo com a mulher, o colega não contou toda a história do que aconteceu na trilha.

Segundo o relato, Thayane conheceu Roberto no dia 29 de novembro, no Centro de Curitiba, e se encontrou com ele duas vezes antes de marcarem a aventura. Ela afirmou que, no Ano Novo, precisava de silêncio e “se enfiar no meio do mato”. Por saber que Roberto tinha experiência com segurança e treinamento no Corpo de Bombeiros, o convidou para participar.
Entretanto, logo no começo do caminho, ela contou que começou a se frustrar com atitudes de Roberto. Entre elas, a quantidade de vezes que ele usava palavrões e sua falta de inciativa.
“Eu fiquei muito, muito chateada, porque eu comecei a fazer a trilha com a esperança de que eu tinha um ‘homem’ do meu lado que tem curso de técnico de segurança, de bombeiro, tem experiência em resgate de vidas e essas coisas, e eu estava botando muita expectativa, muita segurança nele. Só que durante o processo eu vi que eu não me sentia segura com o Roberto do meu lado, porque ele não passava segurança. Se acontecesse alguma coisa comigo, eu ia ter que me salvar”, afirmou.
Em entrevistas a podcasts diversos, Roberto contou que foi xingado por Thayane algumas vezes no Pico Paraná. Contudo, a jovem explicou que o único motivo em que foi mais grosseira foi durante a noite, quando ela queria dormir e Roberto “não parava de falar”. Por isso, ela teria mandado ele ‘calar a boca’
Thayane nega assédio, mas diz que dormiu pelada com Roberto no Pico Paraná
Nas redes sociais, diversos internautas questionaram a possibilidade de Thayane ter deixado Roberto para trás por ter sido assediada. Porém, a jovem negou a possibilidade.

Ela explicou que decidiu dormir nua, apenas coberta pela jaqueta, pois suas roupas haviam se molhado na chuva. Além disso, ela teria pedido para dormir abraçada com o amigo para que se esquentassem. Em certo ponto, porém, ela relatou que colocou o casaco nas costas para evitar que o órgão genital de Roberto encostasse nela.
“O Roberto foi totalmente respeitoso em relação a isso. Ele não me tocou em nenhum momento. Ele até tentou, mas eu falei ‘não, Roberto, não quero’, e ele falou ‘okay’. Na hora que a gente tava dormindo eu senti a mão dele no meu peito, mas eu tirei a mão dele e falei ‘não, Roberto, não faça isso'”, contou.
Thayane também revelou que subiu o Pico Paraná com um pacote com oito preservativos no bolso, pois tinha intenções de se relacionar com Roberto na barraca. Porém, ela teria perdido o interesse logo no começo da trilha.
Thayane nega ter abandonado amigo durante trilha
De acordo com Thayane, Roberto começou a passar mal por volta das 4h da manhã, quando já haviam retornado à trilha. Junto com eles estava um homem e mais um casal. Ela afirmou que voltou para ver como ele estava e, em seguida, chamou o resto do grupo para ajudar.

Nesse momento, ela seguiu na frente para conseguir ver o nascer do sol e relatou ter ficado bastante tempo no pico antes dos demais chegarem. Dez minutos após a chegada de Roberto, ela pediu para descerem, pois estava frio.
Foi então que eles encontraram os corredores, e Thayane pediu para passar na frente de Roberto, pois ele estava muito lento. Depois, ela chegou a ultrapassar também os corredores, chegando no acampamento por volta das 7h30. Ela dormiu no local até as 9h, para esperar o amigo, mas não o encontrou.
“Eu não abandonei o Roberto, porque se eu tivesse abandonado, eu teria chegado no A1, desmontado a minha barraca, pegado as coisas e ido embora sem avisar nem nada”, afirmou.
Por volta das 9h15, o outro homem e o casal chegaram no acampamento e encontraram Thayane sozinha. Inicialmente, Thayane não queria ajudar o grupo a procurar Roberto, pois estava sem água e sem comida, mas acabou se juntando a eles. Às 9h30, eles contactaram o Corpo de Bombeiros.
Entretanto, após horas de buscas, ela optou por abandonar o grupo e voltar para a base da trilha.
“Eu vou sair na frente e eu vou me salvar. Não adianta eu acompanhar uma pessoa aqui que nenhum de nós dois tem condições de estar em busca de uma pessoa”, concluiu.