Servidores protestam em frente ao Depen e cobram posicionamento da Secretaria de Segurança do Paraná: “Estamos no limbo”

O Departamento de Execução Penal estaria em um "limbo" no Paraná, de acordo com os líderes do protesto

Redação

Cerca de 50 servidores públicos da área de segurança se reuniram em frente à sede do Depen-PR (Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná), na tarde desta quarta-feira (27), na R. Cel. Dulcídio, no bairro Batel, em Curitiba. Os manifestantes cobram o Governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública sobre a situação do Departamento de Execução Penal que estaria em um “limbo” dentro do estado, de acordo com os líderes do protesto.

Foto: Colaboração

Segundo uma das manifestantes que conversou com a Banda B, Sandra Márcia Duarte, uma comissão de negociação foi montada e uma reunião foi marcada com o secretário de segurança do Paraná para tratar do tema.

“A gente tinha uma agenda com o secretário, mas ele já cancelou e remarcou várias vezes. Hoje ele cancelou de novo. O Paraná criou o Departamento de Polícia Penal e aí o Departamento de Execução Penal foi um órgão que ficou no limbo. Não temos mais chefia ou condição de ingerência na polícia penal. Nós queremos que a Secretaria de Segurança diga onde estamos encaixados”, explicou Duarte.

Ainda de acordo com a manifestante, o departamento é responsável por proteger a Lei de Execução Penal (LEP), a qual discorre sobre as condições para o cumprimento da sentença e meios para a reabilitação social do condenado e do internado.

“A Polícia Penal é um departamento de segurança prisional, formado exclusivamente por policias penais de nível médio. A execução penal é uma atividade extremamente técnica, prestacional e a constituição deixa claro que tem que ser executada por profissionais qualificados para esse trabalho. A LEP garante o direito do preso e é essa parte do tratamento da pessoa presa que não temos condição de saber onde está sendo desenvolvido hoje no Paraná”, afirmou a mulher.

A reportagem da Banda B entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná para responder aos questionamentos dos servidores, mas até o momento não teve retorno.

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