Seis meses após pico, Curitiba tem quatro vezes menos mortes e metade de pacientes internados em UTI

Segundo a administração municipal, Curitiba tem 70,2% da população acima de 18 anos com a imunização completa

Felipe Ribeiro

Seis meses após o pico da Covid-19, que levou o prefeito Rafael Greca a decretar bandeira vermelha por duas vezes, Curitiba vive um cenário completamente diferente e muito mais próximo de uma normalidade, graças ao expressivo avanço da vacinação. Em 2 de abril, a capital paranaense registrava 36 mortes em apenas 24 horas e tinha 517 pacientes internados em leitos de UTI SUS exclusivos para a doença. Hoje, o cenário é o oposto e muito mais animador, com cerca de quatro vezes menos mortes.

Foto: Daniel Castellano / SMCS

Segundo o boletim da Secretaria Municipal da Saúde, oito mortes foram confirmadas pela doença nesta sexta-feira (1). Outro número que chama a atenção é o de pacientes internados, que chegou a 263, praticamente metade daquele visto há seis meses.

Os dados positivos se confirmam também na fila de espera da Central de Leitos Metropolitana de Curitiba. Em 2 de abril, 154 pessoas aguardavam por uma vaga de UTI, enquanto hoje são apenas 5.

Também nesta sexta-feira (1), pelo segundo dia consecutivo, a capital paranaense registrou um número inferior a 200 nos casos ativos, o que não acontecia desde 14 de outubro do ano passado.

Casos Ativos

Ainda comparando os números de abril com outubro, os casos ativos apontam para a melhora dos indicadores. Há seis meses, eram 10.743 pessoas com potencial de transmissão do vírus, agora são 3.936.

Vacina

Segundo a administração municipal, Curitiba tem 70,2% da população acima de 18 anos com a imunização completa, mas é fundamental que a população continue seguindo os protocolos sanitários (distanciamento social, higienização das mãos ao lavar ou com álcool em gel, uso de máscara) e se imunizando para que os números sigam em queda.

Vale lembrar que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou que amostras analisadas pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen-PR) indicam que a variante delta se tornou predominante no Paraná, sendo responsável por mais de 90% dos novos casos de Covid-19 atualmente.

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