Em entrevista coletiva sobre a greve dos professores na manhã desta quarta-feira (08), o secretário da Educação em Curitiba, Paulo Schmidt, disse que mais de 95% das escolas do município estão com atendimento garantido.

Por outro lado, a presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Diana Abreu, estima que todas as 189 escolas municipais foram afetadas. O Secretário defende que apesar de sem professores, as escolas estão atendendo os alunos e que, em alguns casos, mobilizaram equipes da própria secretaria para isso:
Estão em pleno funcionamento, escolas com faltas parciais mas atendendo alunos, e unidades abertas onde os pais optaram por não levar as crianças, mas o atendimento estava disponível.
Explica o secretário
Paulo Schmidt também pediu pelo diálogo com os líderes de greve e disse até amanhã já terão resolvido as pendências com os professores. De acordo com ele, deve haver uma conversa hoje no início da tarde com representantes da greve para negociações.
Que as famílias acreditem que estamos tratando isso com a devida seriedade, devido profissionalismo e preocupados acima de tudo com a devida segurança e garantia do atendimento dos seus filhos. Toda negociação se justifica em função disso. A expectativa é que amanhã tudo volte ao normal.
Pediu Paulo Schmidt
Greve foi proibida na Justiça do estado
Após o anúncio da greve, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) considerou o movimento ilegal porque não houve esgotamento das negociações nem garantia de manutenção de serviços essenciais. A liminar estabelece multa diária de R$ 100 mil ao Sismmac caso a paralisação seja mantida, além do desconto salarial dos servidores que aderirem.
Sobre isso, o secretário da Educação declarou:
A questão legal está sendo conduzida pela procuradoria do município. A Prefeitura tem que cumprir a lei. Procuramos a justiça para uma mediação e as decisões posteriores serão tomadas com base na liminar.
O que diz o Sismmac sobre as escolas durante greve dos professores?
Nas redes sociais, o sindicato comentou sobre o tamanho da mobilização e ironizou: “Um dia “normal” na rede municipal de ensino de Curitiba, segundo a gestão Pimentel”.
Professores da rede municipal aderem greve
A greve foi definida em assembleia com mais de 2,5 mil professores, que rejeitaram a proposta apresentada pela Prefeitura de Curitiba. O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) classificou a oferta como “insuficiente” e anunciou o início da paralisação para esta quarta.
A categoria cobra avanços na carreira, melhores condições de trabalho e valorização salarial. Segundo o sindicato, há professores há mais de uma década sem progressão, além de problemas como salas superlotadas e falta de profissionais de apoio.
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