A inflação dos alimentos que compõem a cesta básica atingiu a marca de 13,71% em novembro e, pela primeira vez, o percentual que está acima da inflação da cesta básica de Curitiba e Região Metropolitana que está em 11,94%. Em novembro, houve queda de 0,22% na inflação.
Todos esses dados são de uma pesquisa feita por professores de economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
A disparada dos preços prejudica principalmente o bolso dos mais pobres. De acordo com o professor Jackson Bittencourt, o mês de novembro representa otimismo já que os preços não estão aumentando na mesma velocidade.
Nos últimos doze meses, os maiores aumentos de preços foram verificados no açúcar cristal (59,22%), no café em pó (48,74%), na margarina (32,13%), no contrafilé (28,34%), na farinha de trigo (20,12%) e no tomate (19,83%).
“Aquele costume que nós brasileiros temos que tomar um cafezinho vai ficar cada vez mais pesado. O café e o açúcar são os grandes vilões da cesta básica”, diz Jackson
De janeiro a novembro, os maiores aumentos foram verificados no tomate (54,87%), no açúcar
cristal (52,15%), no café em pó (45,09%), na margarina (27,33%), no contrafilé (16,74%) e na farinha de trigo (16,64%). Por outro lado, as maiores quedas de preços no ano, foram constatadas na banana-prata (-21,10%), no arroz (-12,20%) e na batata-inglesa (-7,26%).
Alimentação básica cara
Jackson Bittencourt destaca que pelo fato dos alimentos básicos estarem mais caros, é essencial que o consumidor faça pesquisas de preços. A ideia é substituir alguns desses produtos por opções mais baratas.
“Itens da cesta básica não interferem só no bolso. Eles estão sob a mesa das famílias brasileiras”, ressalta o professor
O especialista afirma que o mês de dezembro representa uma pequena desaceleração. No entanto, há um segundo efeito da inflação que é a chamada distorção dos preços. Em muitos casos, o mesmo produto da mesma marca pode chegar a ter uma diferença de até 500% nos preços.
Jackson também recomenda que a população procure por informações no site do Procon PR antes de fazer as compras de Natal. A distorção dos preços pode ser um empecilho para quem quer gastar o mínimo possível nas festas de fim de ano.