A Prefeitura de Curitiba anunciou que pretende contratar um novo Plano Diretor de Drenagem para tentar conter as inundações que têm sido recorrentes na capital paranaense. Nesta semana, a cidade passou por tempestades e teve aproximadamente 40 pontos de alagamento em pelo menos 10 bairros.

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Prefeitura de Curitiba anuncia novo Plano Diretor de Drenagem após alagamentos. (Foto: Reprodução/ Ric RECORD).

O episódio mais crítico aconteceu no Centro, onde ruas ficaram submersas, causando transtornos no trânsito e prejuízos a comerciantes e moradores. Segundo a Defesa Civil, 115 famílias foram atendidas pela assistência social devido aos danos causados pelas chuvas intensas. As informações são da Ric RECORD.

De acordo com o Simepar, choveu cerca de 40 milímetros em apenas duas horas, o equivalente a 20% da média mensal para fevereiro. Em alguns bairros, o volume chegou a 70 milímetros, pressionando ainda mais o já antigo sistema de drenagem da cidade.

Em entrevista à repórter Thaís Travençoli, da Ric RECORD, o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, explicou que o problema está ligado à estrutura antiga da região central, além das águas dos rios que atravessam o Centro e desaguam no Rio Belém. Entretanto, o problema deve ser parcialmente solucionado com a contratação de um novo Plano Diretor de Drenagem.

“Quando chove muito e há represamento do Belém, a água retorna. Por isso, acontece esse efeito”

detalhou Jamur.

Apesar disso, ele reforçou que o sistema ainda reage bem. “Assim que passa a chuva forte, rapidamente baixa. O que significa que o sistema de macrodrenagem está funcionando, mas não aguenta aquele incremento”, explicou.

Bacias de contenção

A solução do novo plano de drenagem prevê a construção de bacias de contenção antes da água atingir o Centro e causar alagamentos.

“Nesse plano, nós queremos, antes de chegar no Centro, fazer bacias de contenção. Pequenas bacias em vários locais para melhorar essa retenção da água nos momentos de pico”

declarou o secretário.

Jamur alertou, no entanto, que a medida não irá eliminar por completo os alagamentos, o que ainda pode acontecer, mas com menos recorrência.