Prefeitos da RMC discutem efeitos do decreto estadual e formalizam pacto metropolitano

Representantes da secretaria estadual de Saúde e o Secretário-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Guto Silva, também participaram da reunião desta segunda-feira (6)

Redação

A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (ASSOMEC) reuniu por vídeo conferência, na tarde desta segunda-feira (6), prefeitos e secretários das cidades metropolitanas, além de representantes da secretaria estadual de Saúde e o Secretário-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Guto Silva. O encontro teve como objetivo discutir os efeitos iniciais do novo decreto estadual e formalizar o Pacto Metropolitano para alinhamento de condutas de prevenção e controle do coronavírus.

O presidente da Assomec e prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack, conta que a reunião foi importante para estreitar os laços com o governo estadual na tomada de decisões para combater a pandemia. “O Guto Silva assumiu um compromisso com os prefeitos de que nenhuma publicação do Estado vai sair sem um tempo para que nós possamos entender e ajustar aos nosso municípios. Estreitamos muito isso, vamos trabalhar em conjunto e as noticias anunciadas em conjunto também”, disse Wozniack.

Foto: AEN

Os prefeitos compreenderam que, embora restritivas, as regras estaduais são necessárias para combater os avanços de contágio e de números de óbitos por covid-19 na região, especialmente quando se observa o agravamento na capacidade de atendimento dos serviços de saúde. Contundo, eles destacam que é necessária a compreensão e principalmente a participação do cidadão para que a situação se estabilize e os números diminuam.

Guto Silva afirmou que o governo já começa a perceber os resultados dos primeiros seis dias de quarentena que determina medidas mais restritivas. “Nosso objetivo é alcançar 55% de isolamento social, ainda não chegamos lá, mas a boa notícia é que a Região Metropolitana de Curitiba já está acima das outras regiões abrangidas pelo decreto”, revelou ele.

O prefeito de Campo Largo, Marcelo Puppi, destacou o Pacto Metropolitano contra a Covid-19 como um dos maiores legados do pós-pandemia, por ter unido todos os municípios da região. “Não estamos tomando decisões políticas, estamos unidos pela vida e logo poderemos trabalhar num pacto pela retomada da economia, do emprego, do comércio”, disse.

Ainda em relação às normas restritivas, os prefeitos pretendem construir uma lista de comércios que poderão ter um regramento diferenciado, entendendo que os indicadores sanitários podem sugerir a duração do decreto por mais alguns dias. Como exemplo, atividades que poderão atender exclusivamente com horário marcado, mas de qualquer maneira, sem permissão de aglomeração ou que gerem aumento de circulação de pessoas; essas sugestões se ocorrerem devem vir com o aval do Estado, através dos órgãos de saúde, o que poderia também representar uma normativa válida para todas as regiões do estado.

Na quarta-feira (8), uma reunião com alguns prefeitos da região metropolitana de Curitiba deve acontecer para discutir flexibilizações das medidas restritivas. “Conversamos sobre a retomada da economia e sobre flexibilizar alguma ações em algum momento. Constituímos um grupo de alguns prefeitos que na quarta-feira vai se reunir pra fazer uma normativa de propostas de flexibilização, ou seja, ajudar o governo do estado com a visão dos prefeitos”, contou Wozniack.

Prorrogação

Conforme disse na reunião Geraldo Bieseke, representante da Secretaria de Estado da Saúde, na próxima sexta-feira (10) o governo estadual fará uma reunião de avaliação dos resultados preliminares do decreto para decidir se as metas estão sendo atingidas ou se prorroga o prazo do decreto que está válido até o dia 13.

Porém, um possível lockdown estaria descartada por enquanto. A próxima reunião da Assomec acontece na próxima segunda-feira (13), mesma data prevista para encerramento do decreto estadual ou para sua prorrogação.

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