A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a confusão envolvendo motoboys em um condomínio da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O caso aconteceu no último sábado (14) e viralizou, principalmente em grupos de WhatsApp. Os motoboys afirmam que um integrante da categoria foi agredido pela segurança do espaço, o que motivou o protesto. Por sua vez, os administradores do condomínio criticam os atos de vandalismo ocorridos no local e pedem providências.

De acordo com relatos postados em redes sociais, todo o ocorrido teria começado após um desentendimento entre um motoboy e um segurança. A vítima alega que foi agredida e teve a chave da moto recolhida.
Com o compartilhamento de imagens em grupos de WhatsApp, não demorou muito para que diversos colegas de profissão retornassem ao condomínio. Pelas imagens, é possível observar que pedras e mais objetos são arremessadas contra a portaria. Fogos de artifício também são usados durante o ato.
Em nota, o condomínio localizado na Rua João Dembisnki informou que reuniu imagens e encaminhou à Polícia Civil para “identificação e apuração das responsabilidades dos envolvidos em condutas ilícitas”. “O condomínio repudia todo tipo de violência e vandalismo, bem como se mantém atento para garantir a segurança de seus moradores”, descreve a nota.
Segurança nega agressões
As imagens compartilhadas pelos motoboys mostram principalmente a ação de um segurança do condomínio, que procurou a Banda B nesta terça-feira (18) para dar sua versão do ocorrido e negar as agressões.
Segundo ele, o porteiro havia se afastado do posto para almoçar, por volta de 14h25. “Eu então fui até a guarita e esse rapaz já estava no lado de dentro. Durante esses minutos que estava ali, atendi o interfone e ele ficou assoviando. Assim que encerrei o atendimento, saí na janela e disse que não tinha cachorro nenhum ali para receber tantos assovios. Foi quando ele estourou e passou a me ameaçar, afirmando que estaria armado”, explicou.

Com as ameaças, o segurança teria parado e passado apenas a olhar para o motoboy e feito um pedido por reforço, justamente para me resguardar.
“O porteiro e o outro outro ronda chegaram e ele ficou ainda mais exaltado, dizendo que em dois toques chamaria os amigos e resolveria as coisas. Foi nessa hora que o porteiro sugeriu que eu pegasse a chave da moto e chamasse a polícia. Tentamos fazer isso, mas ele segurou minha mão e tropeçou. Ele então começou a gritar, pedir socorro e chorar. Alguns moradores viram e passaram a afirmar que era agressão, o que nunca aconteceu”, garantiu.
O inquérito foi aberto no 11° Distrito Policial de Curitiba, que investiga o caso.