Na segunda semana de janeiro, a internação involuntária de uma mulher em situação de rua marcou um novo momento do cuidado com essa população em Curitiba. Nesta terça-feira (27), uma sondagem inédita, divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, mostrou que a maioria dos moradores de Curitiba apoia a decisão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) de internar de forma involuntária pessoas com transtornos ou dependência química. 

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Foto: Levy Ferreira/SECOM/Arquivo.

A medida, que foi amplamente divulgada quando houve o primeiro caso de internação involuntária em Curitiba, está valendo desde dezembro, por meio de uma portaria. A decisão vale para casos extremos, a partir da indicação de um médico psiquiatra do município.

Entre os entrevistados, 68,8% das pessoas ouvidas ficaram sabendo da decisão da Prefeitura de Curitiba. Mas 31,2% desconheciam a decisão da administração sobre a internação involuntária.

Conforme o levantamento da Paraná Pesquisas, ao perguntar para os entrevistados se eles eram favoráveis ou contrários à internação involuntária, 86% disseram ser a favor. Confira o resultado:

  • 86% a favor
  • 3,1% depende da situação
  • 8,4% contra
  • 2,5% não sabe/não opinou
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Foto: Levy Ferreira/SECOM/Arquivo.

A pesquisa também quis entender o pensamento da população. Uma das perguntas era se as pessoas acreditavam que com a internação involuntária haveria, como consequência, a redução de dependentes químicos? A maioria dos entrevistados (83,5%) disse que sim. Veja as respostas:

  • 10,5% não
  • 3,9% em partes
  • 83,5% sim
  • 2,1% não sabe/não opinou

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O estudo também trouxe a percepção dos moradores de Curitiba sobre o poder público intervir para proteger a vida de uma pessoa e terceiros, mesmo que ela não concorde ou não queira esse atendimento. 89,4% concordam com a atuação nestas circunstâncias. Confira avaliação:

  • 89,4% concorda
  • 2,4% depende da situação
  • 6% discorda
  • 2,2% não sabe/não opinou 

O levantamento ouviu 802 pessoas, entre os dias 22 e 25 de janeiro. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e margem de confiança de 95%.

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Foto: Levy Ferreira/SECOM/Arquivo.