A maioria dos moradores de Curitiba — 75,8% dos entrevistados — se posiciona a favor do corte de árvores na Avenida Arthur Bernardes para a realização de obras de melhoria no trânsito. É o que aponta uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, com recursos próprios.

Segundo o levantamento, 21,1% disseram ser contra à retirada das árvores para viabilizar as intervenções viárias, enquanto 3,1% dos entrevistados não souberam ou preferiram não opinar.
A pesquisa ouviu 800 moradores de Curitiba entre os dias 25 e 28 de maio de 2026. A margem de erro é de aproximadamente 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Número de pessoas que apoiam o corte de árvores na Arthur Bernardes teve queda
Os dados mostram que o apoio à obra permanece majoritário, embora tenha apresentado uma pequena queda numérica em comparação com o levantamento anterior. Em abril de 2025, 78,6% dos entrevistados eram favoráveis ao corte das árvores. Agora, o índice passou para 75,8%. Já a parcela contrária aumentou de 17,7% para 21,1%.
A aprovação é maior entre os moradores com 60 anos ou mais, faixa em que 85,4% apoiam a medida. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, o percentual favorável é de 62,7%.
O levantamento também apontou diferenças regionais. No bairro Portão, região diretamente impactada pelas intervenções, 61,7% são a favor do corte das árvores e 33,3% são contrários. Nas demais regiões da cidade, o apoio chega a 77,3%, enquanto a rejeição fica em 19,7%.
De acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, a sondagem teve como objetivo consultar a população sobre o corte de árvores na Avenida Arthur Bernardes para a realização de obras voltadas à melhoria do trânsito da capital paranaense.
Apesar do apoio, obra foi alvo de protestos
Embora, segundo a pesquisa, a maioria dos curitibanos seja favorável ao corte de árvores para a realização das obras do projeto do Novo Inter 2, na Avenida Arthur Bernardes, a intervenção enfrentou resistência de moradores e ambientalistas.
Nos últimos meses, manifestantes realizaram atos no local para tentar impedir a retirada das árvores e questionaram os impactos ambientais da intervenção. Em uma das mobilizações, houve atuação da Guarda Municipal para liberar o andamento dos trabalhos.
Os grupos contrários defendem alternativas que preservassem a vegetação existente, enquanto a Prefeitura de Curitiba sustenta que as mudanças são necessárias para melhorar a mobilidade e a segurança viária na região.
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