Diferente de outros estados, o Paraná não entrou em ‘quarentena’ – termo usado para designar medidas enérgicas no combate à disseminação do vírus covid-19. A declaração foi dada pelo governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, na manhã desta sexta-feira (17) no programa Em Pauta, da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), em cadeia com 50 emissoras do Estado.

 

Governador Ratinho Jr em entrevista à AERP. Foto: Divulgação AERP

 

“É importante registrar que aqui no Paraná nós não entramos em quarentena. Nós temos um decreto do que poderia ser mantido e o que teríamos que fechar por causa de aglomerações. Mas nosso decreto orienta o que deve ser feito, são orientações para prefeitos e associações comerciais devem fazer para se precaver. Pode ser que em algum momento nós vamos precisar entrar. Quem vai dizer isso é a Secretaria de Saúde, conforme o volume de infectados e doentes”, alertou o governador do Paraná.

Para Ratinho Jr, a ‘quarentena pesada’ – termo usado anteriormente – poderá ser necessária no Estado, já que dias mais sevenos do covid-19 ainda virão. “A quarentena pesada foi adotada por países onde a situação foi drástica. Mas, não dá para a gente achar que o Brasil vai ser diferente, se aconteceu na China, Itália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos. Ah, mas no Brasil vai ser diferente por causa do clima. Acontece que o Equador é dez vezes mais quente que aqui e recolheu ontem 800 corpos de dentro das casas. Não dá para brincar com o vírus”, detalha.

O governador explicou que, em caso de aumento significativo no número de pacientes positivos ao novo coronavírus, haverá a necessidade de endurecer o não funcionamento de comércios e estabelecimentos.

“A quarentena pesada virá se tivermos um número de infectados onde possa entrar em colapso o nosso sistema de Saúde, que é muito boa e organizada. Se mesmo assim, o vírus estiver em uma velocidade maior, nós possivelmente teremos de fazer uma quarentena pesada, que é fechar tudo. Queira a Deus que nós não precisemos fazer isso. Mas isso são decisões diárias, nem um dia ou um mês, são diagnósticos diários”, explica.

Tratativas

Há negociações em andamento e grupos de planejamento organizados para que shopping e academias voltem a funcionar, mas com restrições. “Podemos abrir o shoppings? Sim, mas com cuidados, restrições, com máscaras e álcool gel. Igual em academias, está mais do que provado que, quando você está ofegante, suando, o vírus se propaga com mais facilidade. Tudo isso tem que ser pensado. Nada pode ser de maneira irresponsável”, garantiu Ratinho Jr.

Segundo ele, um dos pontos importantes a serem discutidos com prefeitos de grandes cidades é o transporte coletivo. “Não podemos colocar cinquenta pessoas fungando no pescoço do outro. É esse cuidado que temos de ter para que o transporte coletivo não seja um instrumento de propagação”, finalizou.

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Paraná não entrou em quarentena: “Pode ser que venha em breve”, diz governador do Estado

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