A Polícia Civil, em operação conjunta com os Procons de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, realizou a interdição de três unidades da assessoria ‘O Solucionador’. A ação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (29) e fechou, por trinta dias, unidades localizadas em Curitiba e Foz. De acordo com o Procon de São José dos Pinhais, a ação conjunta foi necessária após diversas denúncias de orientações ilegais repassadas aos clientes.

No site, ‘O Solucionador’ se define como a maior empresa de assessoria de negociação bancária do estado do Paraná, e diz que trabalha na redução de débito em âmbito extrajudicial, negociação com parcelamentos de pessoas físicas e jurídicas.
Durante os 30 dias, a empresa deverá se adequar às exigências feitas pelos Procons, que incluem a revisão de procedimentos e a garantia de que não mais orientará seus clientes a adotar práticas ilegais.
O delegado Cássio Conceição, da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), destacou que 153 boletins de ocorrência estão abertos contra a assessoria no Paraná.
“A empresa não vinha cumprindo o contrato estipulado com os consumidores. A empresa recebia para fazer, mas o serviço não era realizado. Segundo os relatos de envolvidos, vislumbramos a prática de alguns delitos, como o induzimento do consumidor ao erro, estelionato e fraude processual”, explicou.
Em Curitiba, as unidades fechadas estão localizadas no Calçadão da Rua XV de Novembro e no bairro Sítio Cercado.
Proteção ao Consumidor
O coordenador do Procon-SJP, Jaiderson Rivarola, cita que as práticas infringem leis de proteção ao consumidor e podem levar os clientes a uma situação ainda mais delicada, causando superendividamento e prejudicando a capacidade de negociação futura com as instituições financeiras.
“A decisão cautelar administrativa foi emitida após a análise de 153 boletins de ocorrência, dois inquéritos policiais e outras evidências, e alega que a empresa estaria orientando seus clientes a deixarem de pagar financiamentos e a ocultarem bens de instituições financeiras”, disse.
Após os trinta dias, a Justiça pode determinar a ampliação do fechamento ou a reabertura das lojas.
A Banda B tenta contato com a empresa. O espaço está aberto para manifestação.