Curitiba perdeu uma das suas personalidades mais históricas no aniversário de 332 anos da cidade. Personagem folclórico da capital paranaense, o biólogo Nelson Rebello, 64 anos, popularmente conhecido como Oil Man, morreu na madrugada deste sábado (29), no Hospital Evangélico. A informação foi confirmada pelo próprio hospital.

Em nota, o Hospital Evangélico informou que Rebello deu entrada no hospital na quarta-feira (26), ele apresentou uma parada cardiorrespiratória e acabou morrendo na madrugada deste sábado (29) e que a morte não tem relação com o caso ocorrido na última segunda-feira, em que o biólogo acabou sendo mordido pelo próprio cachorro.

“O paciente Nelson Rebello, Oil Man como era conhecido, foi admitido no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie no dia 26/03/2025. Na madrugada de hoje (29/03), o paciente apresentou parada cardiorrespiratória e evoluiu a óbito. Importante esclarecer que o motivo do óbito não se relaciona com a mordedura provocada por seu cachorro Caramelo ocorrida esta semana. Sua partida representa uma perda significativa para seus fãs e comunidade. À família e amigos, nossos sinceros sentimentos”.

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Foto: Reprodução/RICtv.

Na última segunda-feira, Rebello havia sido encaminhado ao Hospital Cajuru após ter sofrido uma queda e ter sido atacado pelo próprio cachorro em sua residência no Bacacheri.

No caso ocorrido no início da semana, Rebello teve vários ferimentos no braço e uma luxação no ombro por conta da queda.

Quem era o Oil Man de Curitiba?

Figura icônica de Curitiba, Oil Man ganhou notoriedade por percorrer as ruas da cidade de bicicleta vestindo apenas uma sunga, com o corpo coberto de óleo. A aparência inusitada fez dele um personagem folclórico, admirado por muitos e alvo de curiosidade por parte de turistas e moradores da capital paranaense.

Ao longo dos anos, Oil Man acumulou fãs e tornou-se parte da cultura popular curitibana, sendo frequentemente fotografado e citado nas redes sociais. Ele também chegou a participar de entrevistas e programas de televisão, como o Programa do Jô, nos quais explicava sua filosofia de vida e seu jeito irreverente de encarar o cotidiano.