Um ano após o incêndio de grandes proporções que destruiu o Teatro TUCA, no Bloco Azul da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba, a universidade apresentou como será a reconstrução do espaço.

O novo Bloco Azul no câmpus Curitiba será reconstruído com foco em tecnologia, sustentabilidade e novos formatos de ensino. A previsão é que o espaço seja entregue em 2027.
Como será o novo Bloco Azul da PUCPR
O novo prédio vai abrigar a Escola de Belas Artes e o Teatro TUCA, que será totalmente reformulado. Entre as principais mudanças, estão a ampliação da capacidade, melhoria na visibilidade e um palco maior, com abertura reversível que permitirá apresentações também na área externa.
A proposta aposta em um modelo mais conectado às novas demandas educacionais, com ambientes flexíveis e integração entre diferentes áreas. Laboratórios como o LabCom e a Maquetaria passarão a funcionar no mesmo espaço, aproximando disciplinas e incentivando o trabalho colaborativo.
Projeto aposta em sustentabilidade e tecnologia
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório ARQUEA, formado por ex-alunos da própria universidade. A ideia é preservar a essência do prédio original, mas com uma releitura contemporânea.
Parte da estrutura de concreto que resistiu ao incêndio será reaproveitada. Já a reconstrução deve priorizar materiais sustentáveis, como madeira laminada, além de soluções que aumentem a eficiência energética e o reaproveitamento de água.
O pátio interno também será ampliado e transformado em um espaço de convivência para estudantes, com cobertura que favorece a entrada de luz natural.
“O projeto é de um edifício inteligente, com múltiplas funcionalidades e preparado para um ensino mais dinâmico”
afirmou o reitor da instituição, Irmão Rogério Renato Mateucci.
O novo Bloco Azul deve seguir critérios do selo internacional LEED, voltado a construções sustentáveis.
Relembre o incêndio que destruiu o TUCA
O anúncio da reconstrução ocorre um ano após o incêndio de grandes proporções que atingiu o Teatro TUCA, no Bloco Azul da PUCPR, em 15 de abril de 2025.
Na ocasião, o fogo começou durante uma cerimônia com estudantes de Medicina e provocou correria no câmpus do Prado Velho. Apesar da gravidade, ninguém ficou ferido, graças à rápida evacuação do prédio.
O combate às chamas mobilizou dezenas de bombeiros e durou horas. Meses depois, a perícia concluiu que o incêndio foi causado por um curto-circuito provocado por sobrecarga elétrica. O laudo também descartou qualquer ação criminosa.
Com o novo projeto, a universidade busca transformar o episódio em um marco de modernização e reconstrução.
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