As vidas de Priscila Dal Negro e Eduardo Cruz mudaram completamente depois de eles terem sido vítimas de tiros disparados pelo policial federal Ronaldo Massuia em um posto de combustíveis, em Curitiba. Os dois são motoristas de aplicativo e, agora sem poder trabalhar, criaram uma vaquinha virtual para pagar as despesas durante a recuperação.

O atentado aconteceu, na madrugada da última segunda-feira (2), no estabelecimento que fica na Avenida Sete de Setembro, no bairro Cristo Rei. Priscila e Eduardo foram alvejados com três tiros, cada. Além deles, o músico Matheus Coelho foi baleado e recebeu alta nesta quarta-feira (4) e o fotógrafo André Fritoli, de 32 anos, morreu.
A Priscila levou um tiro no ombro, um na coxa e o terceiro atravessou o abdômen, mas não acertou órgãos vitais. Já o Eduardo foi atingido por dois disparos na perna, um de raspão na testa e teve o olho ferido por estilhaços de vidro.
A Priscila estava internada no Hospital Cajuru e recebeu alta nesta quarta-feira (4). Enquanto Eduardo segue internado no Hospital do Trabalhador.
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Vaquinha
O casal trabalha exclusivamente como motoristas de aplicativo, devido aos ferimentos não tem condições de continuar na atividade, por enquanto.
“Foi organizado uma vaquinha para ajudar a Priscila e o Eduardo, que são motorista de aplicativo e agora estão sem desempenhar suas funções. Então, é muito importante que as pessoas ajudem, pelo menos como forma de reduzir momentaneamente os dados causados a eles, até porque não podem trabalhar”, disse o advogado Rafael Meyer, que representa o casal.
Além de cobrir os gastos médicos, a vaquinha pagará as despesas básicas que os dois têm por mês.
“Essa vaquinha é para cobrir, com certeza, os gastos médicos, que não eram esperados e não são baixos, e também para ajudar o Eduardo e a Priscila nas despesas que eles têm mensalmente por não estar podendo desempenhar suas atividades”, explicou Meyer.
Quem puder ajudar com qualquer valor poder acessar a vaquinha clicando aqui.
Confusão do posto
De acordo com testemunhas, o policial federal Ronaldo Massuia, de 43 anos, teria se envolvido em uma briga na fila da loja de conveniência do posto. Transtornado e com sinais de embriaguez, ele disparou diversas vezes a pistola 9mm contra as pessoas do local, atingindo quatro clientes.