Motorista que atropelou motoboy dirigia com o dobro da velocidade permitida, aponta laudo

Na via, considerada calma, a velocidade máxima para veículos motorizados é de 30km/h e os laudos mostraram que Cassiana estava a 62 km/h

Angelo Binder e Djalma Malaquias

Um laudo pericial apresentado pela Polícia Civil (PCPR), na manhã desta terça-feira (6), mostrou que a motorista Cassiane Aparecida Araújo Aires, de 25 anos, que atropelou o motoboy Mozart Martins, de 32 anos, em um cruzamento do bairro Rebouças, em Curitiba, no dia 12 de junho de 2021, conduzia o veículo com mais que o dobro da velocidade permitida da Avenida Sete de Setembro. Na via, considerada calma, a velocidade máxima para veículos motorizados é de 30km/h e os laudos mostraram que Cassiana estava a 62 km/h.

Delegado Leonardo Carneiro explica laudo que apontou a velocidade de 62km/h. Foto: Djalma Malaquias/ Banda B

“Ou seja, o dobro da velocidade permitida, além de ter atravessado por cima da canaleta de ônibus, em local em que é proibida a travessia. Justamente para proteger os atores mais frágeis do trânsito, que seriam pedestres, ciclistas e motociclistas”, lembrou o delegado da PCPR Leonardo Carneiro, em entrevista à Banda B.

A motorista foi indiciada por homicídio. O inquérito que investigava o caso foi concluído nesta segunda-feira (5) e a mulher também poderá responder pelos crimes de omissão de socorro e fuga do local de acidente.

“Então a conduta dela se tornou ainda mais grave porque ela estava conduzindo em local de circulação proibida, atravessando o canteiro central e a canaleta, como também mais que o dobro da velocidade permitida na via”, explicou o delegado.

Além da tentativa de homicídio, Cassiana poderá responder pelos crimes de omissão de socorro e fuga do local de acidente.

O que diz a defesa de Cassiane

Com relação a conclusão do inquérito policial, “a defesa de Cassiane Aparecida Araújo Aires informa que a modalidade do dolo eventual é questão altamente técnica e que deverá ser debatida no decorrer da marcha processual”. Cassiane permanece à disposição da Justiça, informa a defesa em nota.

Mozart Martins se recupera em casa do acidente, mas ainda não pode voltar ao trabalho devido às fraturas.

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