Moradores do bairro Juvevê, em Curitiba, estão revoltados após a instalação de novas áreas do Estacionamento Regulamento (Estar) em ruas consideradas residenciais. Uma delas seria na Praça São Paulo da Cruz, em frente a Igreja Senhor Bom Jesus do Cabral.

A Banda B recebeu diversas reclamações de pessoas que moram nessa região. Um rapaz, que prefere não se identificar, afirmou que ele e os vizinhos não conseguiram entender a decisão da Prefeitura de Curitiba.
“Me pegou de surpresa pelo fato de simplesmente decidirem, em um bairro praticamente residencial, em frente a uma igreja, sinalizar as faixas e colocar placa de Estar privando as pessoas de parar o carro em volta, tendo que pagar o Estar”, disse.
Segundo o morador, em outras áreas da cidade, como a Central, é aceitável a ampliação do Estar.
“Na região central, ou essas questões onde têm muita rotatividade de veículos, até a gente entende, mas essa situação de vir em um bairro mais retirado e colocar as placas não é compreensível, principalmente em um país onde a gente paga até para respirar, porque tudo tem imposto”, desabafou.
A Superintendente de Trânsito de Curitiba, Rosangela Battistella, explicou à reportagem da Banda B que a implantação das áreas do Estacionamento Regulamentado no Juvevê faz parte de um planejamento previsto no “Mapa de Ampliação do Estar”. O projeto não se resume apenas a região central, mas todo o chamado “centro expandido, que inclui o Juvevê. De acordo com Battistella, comerciantes fizeram inúmeras solicitações via Central 156.
“Nós temos na área do Juvevê um grande movimento de comércio, clínicas, laboratórios, onde muitas vezes os próprios clientes não tinham vagas porque os funcionários deixavam os carros o dia todo. Na questão dos moradores, eles geralmente têm vagas internas no seu imóvel, tanto em prédios quanto em residências”, justificou.
O zoneamento da cidade define os tipos de usos entre moradias, comércio, serviços, indústrias e áreas de uso misto (comercial e residencial). A ampliação das áreas de EstaR é definida pela Setran, em conjunto com a Urbs, com base neste mapeamento e na necessidade da garantia da rotatividade em áreas de estacionamento para que haja vagas disponíveis para o atendimento ao comércio e aos serviços existentes nesses locais.
Battistela reforçou que na área do Juvevê o tempo de Estar é de até 2 horas, o que não seria um problema.
“Nós não vemos isso como uma dificuldade, mas uma facilidade tanto para o usuário quanto para o próprio morador, porque se nós não colocássemos na rua dele, embora seja também residencial, viraria uma área de fuga para pessoas que não querem pagar o Estar na Avenida João Gualberto ou nas transversais. Aí de uma vez que não encontraria vaga, pois deixariam o veículo o dia todo”, destacou.
A Banda B pediu um levantamento da Prefeitura sobre o número de vagas criadas na região do Juvevê. Assim que os dados forem enviados, a reportagem será atualizada.