Um morador do bairro Xaxim, em Curitiba, levou um baita susto ao receber a conta de água de fevereiro no valor de R$ 18.762,77, quando normalmente paga cerca de R$ 100 por mês. A situação chamou atenção pelo valor considerado fora do padrão e por detalhes que levantaram dúvidas sobre a cobrança.

Segundo o cliente, a leitura registrada na conta consta como “ausente”, apesar de o hidrômetro ficar na rua, em local de fácil acesso. Ele afirma ainda que mora em um condomínio com três casas, onde os registros ficam no mesmo ponto, mas apenas a sua unidade apresentou problema.
Ricardo Rodrigues de Souza, gerente de tecnologia, descreveu o momento em que viu a fatura.
“Não imaginava que isso seria possível, R$ 18 mil uma de água. Como eu trablaho em uma empresa, perguntei quanto costumavam pagar e a mais alta que tiveram foi de R$ 700. Sorte que meu coração estava em dia com os exames, se não tinha infartado”
disse Ricardo, morador do Xaxim.
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Além do valor elevado, o morador relatou também dificuldade no atendimento e afirmou que, mesmo após avisar a companhia com antecedência, foi informado de que a cobrança ocorreria por causa do débito automático.
“A Sanepar parece ser bem bagunçada. Um mês atrás, eles já cortaram a minha água indevidamente. E aí eu procurei a Sanepar, pedi ajuda deles, depois de muita tentativa, falaram que iam bloquear essa fatura. Só que a minha conta é débito automático, aí eles falaram que por ser em débito automático eu teria que ligar no banco, porque eles iam cobrar sim mesmo. Se eu não bloqueasse no banco, ia ser cobrado”
detalhou.
Débito automático
Segundo Ricardo, o banco acabou impedindo a cobrança automática.
“O que eu fiquei um pouco tranquilo foi que hoje o meu banco me mandou a mensagem que o débito que está agendado para a Sanepar não vai ser pago, porque ele tem um limite lá e esse valor está muito acima do limite”
contou, aliviado.
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Enquanto aguarda a solução, ele afirma não ter como interferir na situação.
“Agora eu estou aguardando a Sanepar, eu não tenho muito que fazer, porque eu não vendo água, eu não forneço o cavalete, eu não emiti a fatura errada. Eu estou totalmente certo, porque eu faço tudo em dia, eu consumo água certinho, eu economizo água, eu tenho captação de água da chuva, eu reutilizo água do chuveiro, então fica difícil para gente que faz tudo certinho passar por uma situação dessa”
disse o morador.
Vazamento?
O morador também contestou a possibilidade de vazamento. Ele chegou a fazer uma conta, para entender a dimensão do consumo que a conta mostra, e percebeu que seria impossível ele ter usado tanta água em um mês.
“Vazamento não é, né? Eu até fiz umas contas aqui e a quantidade são 650 metros cúbicos que estão sendo cobrados. Isso daí é o equivalente a 50 caminhões pipa. Então nenhum vazamento teria essa dimensão. Se fosse um vazamento dessa dimensão teria alagado alguma coisa, é muita água, é impossível de acontecer isso”
comentou.

O que diz a Sanepar
Procurada pela reportagem, a Sanepar informou que o caso já foi analisado e apontou falha na leitura. Conforme a Sanepar, a coordenação Comercial já tinha entrado em contato com o cliente e constatou um erro de leitura, possivelmente decorrente de substituição de hidrômetro.
“O cliente deve ter recebido junto da fatura um aviso de consumo muito acima da média, um alerta automático que é emitido quando se constata uma discrepância grande entre a fatura atual e a média das anteriores”
disse a Sanepar.
Ainda conforme a Sanepar, casos assim vão análise, passam por revisão e a fatura é retificada e reemitida, com o valor normal.