Dezenas de militantes de esquerda participaram de um ato, neste domingo (17), em Curitiba, em memória do guarda municipal Marcelo Arruda, assassinado pelo policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu, na semana passada. Com bandeiras e balões brancos, eles pediam pelo fim da “violência política”.

Militantes fazem ato em Curitiba em homenagem a petista morto por bolsonarista: "Basta de violência política"
Foto: PT Paraná

“Tire seu ódio do caminho, eu quero passar com meu amor”, dizia um dos cartazes.

Representantes do PT, PC do B, Psol, PV e Rede, além de movimentos sociais como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e movimento feminista, estiveram presentes na manifestação em frente à Catedral Basílica de Curitiba, no Centro.

Integrantes das igreja católica e evangélica e das religiões de matrizes africanas fizeram falas pedindo paz e o fim da intolerância política.

“O assassinato do companheiro Marcelo Arruda liga o sinal de alerta para o clima de ódio instalado pelo atual presidente. É preciso cuidarmos uns dos outros, mas o medo não pode nos calar”, disse o PT Paraná em nota.

Ato em Foz do Iguaçu

Em Foz do Iguaçu, cidade onde o crime aconteceu, manifestantes pediram justiça. Durante o ato, os participantes fizeram falas pelo fim da intolerância política e dos discursos de violência e de ódio.

A presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffman, destacou que a sociedade não pode “normalizar crimes e assassinatos como esse, sob pena de transformar processo político em um banho de sangue da população brasileira”.

Morte de petista

Na noite do sábado (9), o guarda municipal petista Marcelo Arruda foi baleado pelo policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu, na Região Oeste do Paraná. Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi), com uma festa temática relacionada ao PT.

A vítima chegou a ser encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de domingo (10). O atirador também foi baleado e segue internado.

Na última sexta-feira (15), a Polícia Civil do Paraná informou que concluiu o inquérito que investigou o assassinato do petista. Conforme o anúncio, o crime teve motivo torpe na prática, por causa de uma provocação seguida de discussão pelas questões política e ideológica.

No entanto, tecnicamente, o crime não será enquadrado como crime de ódio, político ou contra o estado democrático de direito, por falta de elementos. A polícia concluiu que Guaranho cometeu o assassinato por impulso, e não de forma premeditada.

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Militantes fazem ato em Curitiba em memória de petista assassinado por bolsonarista: “Basta de violência política”

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