A família do menino Thiago Santos da Silva Souza, que morreu aos 9 anos após ser vítima de um acidente doméstico, questiona o atendimento prestado ao menino no Hospital Evangélico Mackenzie (HUEM), em Curitiba. Morador de Colombo, na Região Metropolitana, Thiago foi atendido no pronto-socorro após ter o corpo atingido por água fervente, no dia 22 de dezembro. Liberado no mesmo dia, porém, o menino viu o quadro se agravar no dia 25.

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Thiago morreu aos 9 anos (Reprodução)

O caso foi relatado pela Banda B, no último dia 2 de janeiro. Na ocasião, a Polícia Civil informou que os investigadores aguardavam o depoimento da família, para entender os motivos do acidente doméstico. Thiago morava com a família, no bairro Monza.

De acordo com o tio de Thiago, Maikon Santos da Silva, a família não consegue encontrar uma justificativa que explique a alta do hospital.

“Meu sobrinho voltou para casa no dia 22, todo enfaixado e, no dia 25, teve essa piora. No hospital, ele foi finalmente internado, ok. Mas, o que nos chama a atenção também é que, no dia 26, ele estava melhor da queimadura, mas chorava muito de dor na perna. A mãe dele pediu socorro, mas informaram que só poderiam constatar eventual trombose na semana seguinte por falta de profissionais”, afirma.

Segundo a família, um enfermeiro chegou a pedir para Thiago parasse de “fazer manha” durante um dos pedidos por ajuda.

Trombose

Um dos motivos apontados no atestado de óbito como causa da morte é a “trombose venosa profunda”. A família aponta que Thiago estaria com o tornozelo bastante roxo. Ele chegou a ser encaminhado para a UTI, mas não resistiu e morreu cerca de quatro horas depois. Foi no setor que a trombose foi confirmada em exame.

“Foi negligência hospitalar, meu sobrinho morreu por causa deles. Alguém precisa se responsabilizar por esse ato. Isso não pode acontecer mais”, concluiu.

Hospital

Diante dos questionamentos da família, a Banda B procurou o Hospital Evangélico Mackenzie, que informou que o paciente não se enquadrava em protocolo para internação. Leia a nota na íntegra:

“O Hospital informa que a equipe de pediatria avaliou o paciente e seguiu o protocolo de atendimento para a extensão da lesão em questão, que é a realização de curativo e acompanhamento ambulatorial, com orientação de retorno ao PS em caso de sinais de alerta. O paciente não se enquadrava em protocolo para internação.”

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Menino vítima de acidente doméstico morre e família questiona alta hospitalar em Curitiba

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