Maior templo de Umbanda de Curitiba, o Terreiro Pai Maneco foi alvo de intolerância religiosa. O espaço, localizado no bairro Santa Cândida, amanheceu nesta quarta-feira (28) com diversas mensagens de ofensa à religião, bem como uma porta arrombada. De acordo com a dirigente do terreiro, Lucilia Guimarães, o local foi alvo de uma “chuva de pedras”. Um boletim de ocorrência foi aberto e a Polícia Civil investiga o caso.

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Em entrevista à Banda B, Lucilia explicou que não é possível confirmar que o ataque aconteceu nesta quarta-feira, uma vez que o espaço é muito grande, mas tudo indica que sim.

“Caminhando pelo terreiro, comecei a encontrar essas pedras, que estavam embrulhadas com mensagens evangélicas. É engraçado, porque a mensagem nem condiz com a atitude dessas pessoas. Elas saíram de casa, vieram até o terreiro e arremessaram. Tenho certeza que Jesus não aprovaria isso”, comenta.

Para a dirigente, é lamentável que algo assim ainda ocorra.

“A gente sofria com muito preconceito há 20, 30 anos atrás e isso parece que está voltando. É lamentável essa regressão. É lamentável que pessoas percam tempo dessa forma. Nós vamos continuar estabelecidos, felizes e fazendo nosso trabalho espiritual. Cada um com seu Deus”, diz.

Apesar das mensagens, o terreiro não foi danificado. Câmeras de segurança podem ajudar a polícia a identificar os responsáveis.

Lei

De acordo com a Lei 7.716/1989, “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” tem pena de reclusão de um a três anos e multa.

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“Chuva de pedras”: maior terreiro de umbanda de Curitiba é alvo de intolerância religiosa

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