A Justiça determinou que o autor das facadas no bar Distrito 1340 que resultaram na morte de um homem de 50 anos, e que deixaram outras três pessoas feridas, passe por um exame de insanidade mental. De acordo com a decisão, o processo deve ser suspenso até que o laudo seja apresentado.

No documento expedido no dia 17 de setembro, a juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, explica que a própria defesa do réu foi quem solicitou a realização do exame. O Ministério Público do Paraná (MPPR) também concordou com o pedido do exame.

Câmera de segurança registrou o ataque contra os clientes – Foto: Reprodução

“Há dúvida razoável acerca da integridade mental do acusado. Isso, porque, da análise dos depoimentos constantes nos autos, os familiares do acusado relataram que estava sendo submetido a tratamento psicológico e já havia tentado suicídio anteriormente. Aliado a isto, o acusado, quando interrogado, afirmou que teve um surto, de modo que, diante dos elementos trazidos aos autos, entendo que é o caso de verificação da sanidade mental do acusado”, justificou a decisão a magistrada.

O exame ainda não tem data para acontecer, portanto o processo está suspenso por tempo indeterminado.

Relembre o caso

Era por volta de meia-noite e meia quando uma câmera de segurança do bar Distrito 1340 registrou o momento em que o suspeito se dirigiu a uma mesa e desferiu golpes de faca contra pelo menos quatro pessoas que estavam no estabelecimento. O crime aconteceu no dia 22 de julho, no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba (PR).

Bar Distrito 1340 (Foto: Banda B)

Mauri José Glus, de 50 anos, morreu no local em decorrência do ataque. Outras três pessoas, com idades entre 22 e 57 anos, foram encaminhadas com ferimentos a hospitais da capital paranaense.

Durante depoimento à polícia, o suspeito disse ter sofrido um surto psicótico e não lembrar do ocorrido. Ele também afirmou ter distúrbio de personalidade e que faz tratamento psiquiátrico com medicamentos controlados. No dia do ataque, contudo, alegou não ter tomado os remédios.

Ao ser questionado se conhecia as pessoas que foram esfaqueadas, ele relatou que não tinha qualquer tipo de relacionamento com elas e que não havia motivos para atacá-las. As seis facas encontradas na mochila dele seriam usadas no trabalho, uma vez que ele mencionou ser chef de cozinha.

João Guilherme Pacheco Flores, de 27 anos, é réu por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio e segue preso preventivamente.