Inovação e sustentabilidade: o transporte coletivo de Curitiba nos próximos 10 anos

Custo por quilômetro rodado em energia elétrica pode ser 73% mais barato do que o diesel

Redação

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Os próximos 10 anos já começaram no transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana. Com o desafio de inovar e trazer opções cada vez mais sustentáveis, os órgãos de gestão já apostam em ônibus elétricos e movidos a gás natural, em substituição aos convencionais, movidos a diesel.

O início dos testes elétricos, em 2022, marcou a entrada da capital do Paraná na eletromobilidade.

Testes começaram em Curitiba na linha Campina do Siqueira/Batel (Foto: Levy Ferreira/SMCS)

De acordo com o prefeito Rafael Greca, a cidade aposta no Novo Inter 2 e no BRT Cajuru/Centro/CIC como projetos que vão levar o transporte coletivo para o futuro. “A ideia é, de agora até 2024, colocarmos linhas integralmente elétricas em Curitiba. Isso diminui a poluição, melhora a qualidade do ar, aumenta a efetividade energética da cidade e coloca Curitiba no século XXI”, destaca.

A compra de ônibus elétricos pode resolver dois problemas de uma só vez: a dependência de um energia não renovável, como o diesel, e a emissão de substâncias extremamente tóxicas para o planeta, como dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio e material particulado.

No entanto, alguns desafios ainda precisam ser superados. Embora o custo por quilômetro rodado em energia elétrica seja 73% mais barato do que o diesel, o custo de aquisição desses veículos é um ponto a ser observado, bem como a autonomia da bateria, além do investimento necessário em infraestrutura para garantir a operação

GNV

Outra forma sustentável de combustível, é o Gás Natural Veicular (GNV). Estima-se que o veículo a gás emita 20% a menos de CO². Já a redução de óxidos de nitrogênio (NOx) é de quase 90% e de materiais particulados chega a 85%.

Testes com o novo ônibus movido a GNV começaram na Região Metropolitana de Curitiba.

O uso do GNV permite uma redução significativa de poluentes na atmosfera (Foto: Albari Rosa/AEN)

Gilson Santos, presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), cita que a medida é fundamental para o futuro do sistema.

“A principal ação, com os testes do veículo GNV, é obter informações de como vai ser o comportamento dele em uma linha de transporte metropolitano e a possibilidade de termos, em um futuro breve, essa nova tecnologia embarcada no sistema da região. Há uma relação com a sustentabilidade muito forte, além de ser um ganho muito grande para nossas cidades”, complementa.

Próxima parada

Na próxima reportagem da série sobre o transporte público de Curitiba, você vai conhecer o dia a dia das garagens e a preocupação com a segurança e qualidade do serviço.

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