Um incêndio na Rua Canal Vila Guaíra, no bairro Parolin, em Curitiba, mobilizou moradores e Corpo de Bombeiros na tarde desta segunda-feira (8). Chamas e uma densa fumaça saíam de dentro da tubulação instalada no canal de esgoto da região, causando preocupação entre os moradores. Apesar do susto, ninguém se feriu.
De acordo com informações apuradas pela Banda B, cerca de 500 metros da tubulação, feita de PVC e partes metálicas, foram destruídos. O incêndio foi controlado pouco depois da chegada dos bombeiros.
O líder comunitário Edson do Parolin destacou que a situação ocorre em uma área onde uma obra de contenção de alagamentos deveria estar em andamento, mas está parada há anos. Segundo ele, o abandono contribui para que o local seja utilizado por usuários de drogas, que acabam queimando fios furtados sobre a tubulação.
“Isso era pra ser uma obra que mudasse a vida da comunidade, para conter alagamentos, mas não saiu do papel. Como aqui tem muitos usuários de droga, eles pegam fio de telefone, fio de luz roubado e vêm queimar em cima desse cano. A gente culpa quem? A Prefeitura, que poderia terminar a obra, e também os moradores, pela falta de cuidado com a margem do rio”
disse Edson, em entrevista à Banda B.
Edson ainda relatou que o prejuízo atinge todos, principalmente em épocas de chuva.
“Agora, com a tubulação destruída, a próxima chuva pode trazer enchente para os moradores. E a Prefeitura vai ter que fazer tudo de novo. Ficamos sujeitos a essa fumaça tóxica dentro de casa. Mas Graças a Deus os bombeiros chegaram na hora. Se isso se espalha, lá embaixo no rio tem casas perto, pode pegar fogo nas casas, na nossa única ponte”
complementou o líder comunitário.
O que diz a Prefeitura de Curitiba
Em nota enviada à Banda B, a Prefeitura de Curitiba informou que o incêndio criminoso destruiu parte da estrutura de macrodrenagem que está sendo implantada no Parolin, no Córrego Vila Guaíra.
Segundo o município, o trecho danificado fazia parte de um conduto forçado fabricado em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) reforçado com fibra de vidro, um material inflamável e produzido sob medida para suportar alta pressão de água. A reposição das peças, portanto, deve levar tempo e pode atrasar o cronograma da obra.
“O conduto integra o sistema de Controle de Cheias do Rio Pinheirinho, atualmente na fase final de execução. Por conta da recorrência de atos de vandalismo que impactam diretamente o andamento dos serviços, a Prefeitura está implantando uma proteção mecânica (um envelopamento em concreto) ao longo de aproximadamente 4 km da estrutura. O trecho destruído ainda não havia recebido essa proteção”, disse a Prefeitura em nota.
O município ressaltou ainda que a instalação da proteção segue critérios técnicos, priorizando os pontos mais críticos da obra. Lamentou o ocorrido, afirmou que atos de vandalismo colocam em risco o funcionamento de um sistema essencial para prevenir alagamentos e garantiu que os trabalhos continuarão para concluir a intervenção o mais rápido possível.

