Com apenas três pacientes internados, Hospital de Clínicas encerra ala exclusiva de Covid-19

No pico da pandemia, ao longo de mês de março, o HC chegou perto de ter 100 leitos de UTI para atendimento da Covid-19, sendo referência no atendimento a doença

Felipe Ribeiro

Com apenas três pacientes internados com Covid-19, o Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba decidiu encerrar a ala exclusiva de atendimento da doença. A informação foi confirmada pela superintendente Claudete Reggiani, em entrevista concedida à Banda B nesta quarta-feira (17).

Foto: Samira Chami Neves/UFPR

“É realmente muito bom falar sobre a diminuição da pandemia e que estamos fechando as alas específicas, é um momento marcante e muito significativo para todos nós”, disse Reggiani.

No pico da pandemia, ao longo de mês de março, o HC chegou perto de ter 100 leitos de UTI para atendimento da Covid-19, sendo referência no atendimento a doença.

Hospital de Clínicas e ala exclusiva de Covid-19

Segundo a superinetente do HC, o hospital enfrentou momentos muito difíceis, principalmente entre os meses de março e abril. “A gente só tem a agradecer toda a equipe de profissionais do hospital, porque foram verdadeiros heróis. Em 2020, a gente não tinha vacina e nossos profissionais mostraram para o que vieram, arriscando a própria vida diante de uma doença desconhecida, mas que fizeram tudo em prol do paciente, então vamos ter um eterno agradecimento a todos eles”, destacou.

Na terça-feira (16), Curitiba confirmou 76 novos casos e o óbito de uma moradora, de 90 anos, infectada pelo novo coronavírus. A taxa de ocupação dos 138 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 33%. Restam 86 leitos livres em toda a cidade.

Estrutura

Com a diminuição do atendimento Covid, médicos e enfermeiros retornam para suas funções de origem, possibilitando a retomada próxima do normal.

Claudete Reggiani lembra que o hospital é universitário e também faz ensino e pesquisa. “A nossa primeira questão foi de proteção, então nunca houve falta de EPIs, para que pudéssemos garantir que ninguém iria entrar em risco. Evidente que a questão da pandemia trouxe prejuízos, mas por outro lado eles aprenderam muito a acolher, respeitar o paciente e que irão levar para a vida de inteira”, concluiu.

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