O Hospital Universitário Cajuru disse à Banda B que está operando acima da capacidade máxima nesta terça-feira (16) e não possui previsão de normalização. A resposta veio após um questionamento sobre como está o fluxo de atendimentos a pacientes diante de relatos críticos obtidos pela reportagem. Há quatro dias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) negou um possível colapso.

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Hospital Cajuru. Foto: Cristiano Vaz/Banda B

Os relatos sobre a pressão sobre o sistema de saúde são noticiados pela Banda B desde a última quarta-feira (10). No que diz respeito à estrutura municipal, Curitiba chegou a colocar um plano de contingência para mudar o fluxo de atendimentos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O grande motivo se diz ao aumento de sintomas ligados a doenças de trato respiratório. O boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (11), colocou o Paraná como um dos estados que tem tendência de aumento de casos de vírus respiratório.

Pacientes, inclusive, chegaram a aguardar atendimento dentro das ambulâncias.

Sesa negou colapso

Em entrevista à Banda B na última sexta-feira (12), o diretor-geral da secretaria, César Neves, afirmou que “todos os prontos-socorros de Curitiba estão abarrotados”, embora a Sesa tenha negado o colapso.

A preocupação principal da pasta passa pela quantidade de acidentes, que sobrecarregam os atendimentos nos hospitais. Mas também há o alerta em relação às doenças que afetam o sistema respiratório.

Ainda não podemos dizer isso [sobre o colapso]. Se tivéssemos hospitais abarrotados devido a síndromes respiratórias agudas, poderíamos usar uma expressão como essa. As medidas já estão sendo tomadas para evitar.

César Neves, diretor-geral da Sesa-PR.

Curitiba abre 150 novos leitos hospitalares e monitora situação

Nesta terça-feira (16), além de alterações nos fluxos das UPAs, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba informou que abriu 150 novos leitos emergenciais. 

Os leitos foram adaptados em hospitais para atender o aumento de demanda causado pelo crescimento de casos respiratórios, suspeitas de dengue e crises hipertensivas e de glicemia.

Nosso monitoramento do sistema de saúde é constante. Ele é modulado conforme a demanda, a gravidade e os tipos de problemas de saúde que surgem.

Beatriz Battistella, secretária municipal da Saúde.

O que dizem os hospitais?

A nota completa enviada à Banda B pelo Hospital Universitário Cajuru diz o seguinte:

Referência no suporte a vítimas de traumas em Curitiba e região metropolitana, o Hospital Universitário Cajuru informa que o Pronto Socorro e os leitos de UTI operam acima de sua capacidade máxima nesta terça-feira (16/04), ainda sem previsão de normalização. Há períodos de restrição dos encaminhamentos devido à alta demanda de emergências tanto clínicas quanto de traumas.

Hospital Universitário Cajuru.

O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie pontuou que “está sem superlotação”.

Pronto-socorro cheio, mas com o atendimento fluindo. Não há ambulâncias aguardando.

Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.

A Banda B entrou em contato com a Sesa para comentar a situação do Trabalhador e aguarda retorno.

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Cajuru já opera acima da capacidade máxima e está sem previsão de normalização; Sesa nega colapso

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