Os hospitais Cajuru e Evangélico Mackenzie, duas das mais importantes unidades de atendimento a traumas em Curitiba, confirmaram, nesta quinta-feira (28), que estão trabalhando com lotação máxima nas UTIs. Os números vão ao encontro do desabafo feito pelo prefeito Rafael Greca, em entrevista concedida à Banda B, que destacou o alto número de acidentes de trânsito na cidade e a pressão que eles causam ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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Foto: SMCS

De acordo com o Hospital Universitário Cajuru, o pronto-socorro e os leitos de UTI operam em capacidade máxima, “com períodos de reorganização dos encaminhamentos de casos leves e graves devido à alta demanda”. Já o Hospital Evangélico Mackenzie destaca que todos os leitos de UTI estão ocupados.

De sexta-feira (22) a domingo (24), o Corpo de Bombeiros registrou ao menos 58 acidentes de trânsito em Curitiba. Assim como o Hospital do Trabalhador, o Cajuru e o Evangélico são referência no atendimento a traumas e recebem pacientes de toda a Região Metropolitana.

O desabafo feito por Greca aconteceu após um questionamento da Banda B sobre a presença dos radares em Curitiba. Para o prefeito de Curitiba, eles ajudam a evitar números ainda maiores.

“Se eu pudesse e o setor de bares concordasse, até diminuiria o horário de funcionamento dos estabelecimentos. Teve tanta gente que se desastrou por excesso de velocidade no último fim de semana, que os leitos de trauma estão tomando conta dos hospitais. Ontem, a secretária de saúde veio me pedir para fechar uma UPA e fazer leitos de retaguarda, para atender os prontos-socorros”, explicou.

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Hospitais confirmam lotação máxima em UTIs após desabafo de Greca; Curitiba estuda abrir leitos em UPA

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