O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (14) contra a primeira-dama de Fazenda Rio Grande (FRG), na Região Metropolitana de Curitiba, Nani Hammad. Além dela, também foi alvo da operação um policial militar da reserva.

A ação faz parte das investigações sobre a suposta ameaça de morte sofrida pelo presidente da Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande, Alexandre Maringá, como explicou o coordenador estadual do Gaeco do MPPR, Leonir Batisti, em entrevista à Banda B.
“Fomos verificar se essa ameaça é factível, se existe realmente um plano concreto para um eventual atentado contra o presidente da Câmara. O policial foi conduzido em razão dele ter uma arma não registrada e também outros problemas envolvendo munições”, disse Leonir.
Em 6 de agosto, o respectivo policial teria intimidado vereadores e demais presentes em sessão, da Câmara Municipal da cidade, que avalia o pedido de cassação do prefeito Nassib Hammad (PSL). Ele estaria armado, segundo os parlamentares. O policial nega.
Ameaça
A ameaça citada contra o presidente da Câmara Municipal foi revelada em um áudio do WhatsApp reproduzido em plenário, no dia 23 de agosto. Por conta do episódio a sessão ordinária foi encerrada na ocasião.
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Em entrevista à Banda B, o presidente da casa legislativa contou que recebeu o áudio de uma pessoa, que prefere não identificar, e que a voz na respectiva gravação é da vereadora Nani, primeira-dama do município, o que foi confirmado pela própria parlamentar durante a sessão.
“Eu recebi o áudio de uma pessoa que eu gostaria de não falar quem é para proteger ela. Nesse áudio uma vereadora da nossa casa de leis diz que foi uma pessoa na casa dela, essa pessoa era um bandido e ele ia dar um tiro na minha cabeça até o final do ano. Essa vereadora é a mulher do nosso prefeito e eu, inclusive, perguntei em plenário se ela reconhecia a voz no áudio como a dela e ela confirmou”, afirmou Maringá.
O parlamentar não soube explicar o porquê da ameaça, mas há a suspeita de que o objetivo seja impedir o avanço de investigações envolvendo Nani e o marido na Câmara.
Por sua vez, a primeira-dama nega a ameaça de morte e afirma que a acusação contra ela teria sido feita apenas para prejudicá-la em uma disputa política.