A família do autônomo Oziel Branques dos Santos, que morreu esfaqueado ao defender um casal vítima de homofobia em um ônibus, neste domingo (16), em Curitiba (PR), busca doações para custear o funeral dele. O sepultamento do corpo do homem está previsto para ocorrer às 15h desta terça-feira (18).

Irmão de Oziel, Everton Branques dos Santos não especificou o valor que a família pretende arrecadar, mas disse que será bem-vinda a quantia que o doador “sentir no coração”. O objetivo, além de auxiliar no custeio do enterro, é também ajudar a família. As doações podem ser feitas via Pix, por meio da chave 062.091.709-19 (CPF).

Família de homem morto em ônibus ao defender vítimas de homofobia pede ajuda para custear funeral
Oziel Branques dos Santos, morto a facadas aos 40 anos após defender casal de ataque homofóbico – Reprodução/Redes sociais

“Oziel Branques dos Santos foi uma criança abandonada nas ruas e adotada pelos meus vizinhos, que criaram como filho. Ganhou a vida vendendo cachorro-quente em Curitiba”, escreveu um amigo de Oziel em uma rede social.

O crime

Oziel Branques dos Santos foi assassinado a facadas aos 40 anos, na noite do último domingo (16), ao defender um casal vítima de homofobia no interior de um ônibus, em Curitiba. A Polícia Militar (PM) prendeu um homem, de 41 anos, e apreendeu um adolescente, de 17, suspeitos de serem os autores do crime.

À Banda B, Jean Carlos de Oliveira, uma das vítimas dos insultos homofóbicos, relatou que ele e a namorada, Camila Marçal Dias, foram perseguidos pelos agressores antes do crime acontecer. Segundo o jovem, o autor das facadas foi o adolescente. Camila, que é estudante de enfermagem, disse ter tentado reanimar Oziel, mas ele não resistiu aos ferimentos.

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Faca que teria sido usada pelos criminosos para matar Oziel – Foto: Divulgação/PMPR

Após o ataque, os criminosos fugiram em direção à região central da capital paranaense, mas foram detidos por policiais das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone).

De acordo com a Polícia Militar, o homem de 41 anos era monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele é investigado sob a suspeita de matar outra pessoa minutos antes de assassinar Oziel.

A Urbs (Urbanização de Curitiba), responsável pela gestão do transporte público, afirmou à Banda B que vai disponibilizar imagens das câmeras do ônibus à polícia.

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