Familiares e amigos de Evandro Ramos e Johann Martins de Jesus Ramos, pai e filho que morreram após serem atingidos por um carro que invadiu a contramão na Linha Verde, em Curitiba, realizaram um protesto na tarde deste sábado (25) para pedir justiça. Os manifestantes criticam os procedimentos iniciais adotados pela Polícia Civil, bem como a quase imediata liberdade do motorista Cristian Patrick Garcia Carvalho, de 29 anos. O ato começou na Boca Maldita e seguiu até a Praça Santos Andrade.

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Foto: Djalma Malaquias – Banda B

Cleverson Veríssimo é amigo da família e disse entender que o trabalho inicial de investigação não foi bem feito.

“Eu não sei nem se podemos qualificar como trabalho o que a Polícia Civil fez após a batida. Não foram verificadas testemunhas no local, a apreensão do carro do Cristian não foi solicitada e nada foi feito além de o delegado de plantão apontar como homicídio culposo, mas não foi o que ocorreu. Mesmo que já haja outro trabalho de investigação em curso, houve prejuízos desde o início e isso é revoltante”, afirmou.

O batida aconteceu na noite de sábado (11), no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Ao invadir a contramão da Linha Verde, o motorista de um Veloster bateu contra três carros, e em um destes veículos, um Celta, estava a família Ramos.

Marlene Martins é tia de Evandro e disse ser difícil conviver com a “sensação de impunidade”.

“É horrível, as pessoas dirigem embriagadas e saem, assim, tranquilamente, enquanto nós estamos sofrendo pela perda. A Justiça precisa entender que esse motorista assumiu o risco do que aconteceu”, disse.

A esposa de Evandro segue internada na UTI, bem como o filho menor do casal.

Dolo

Para o advogado Delmar Januário, está mais que demonstrado que a batida trata-se de um crime de homicídio doloso.

“Houve o dolo eventual, o risco pela influência do álcool”, comentou.

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Evandro e Johann morreram na batida

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Familiares e amigos protestam após morte de pai e filho na Linha Verde: “Não é acidente, é crime”

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