Motociclistas, amigos e familiares se reuniram para prestar a última homenagem a Cezar Faria, jovem de 27 anos que morreu após a motocicleta que ele pilotava bater de frente com um ônibus.

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Foto: Divulgação/ O Popular do Paraná

A despedida de Cezar aconteceu nesta quinta-feira (13), no Cemitério da Paróquia Santo Antônio de Orleans, no bairro Orleans, em Curitiba. Após a cerimônia, o corpo foi levado para o Crematório Berti, em São José dos Pinhais. 

Em entrevista ao repórter Marcelo Borges, da Ric RECORD, Sérgio Faria, pai de Cezar e membro da associação de motoboys do bem, questiona a dinâmica do acidente, que aconteceu na última quarta-feira (12), na marginal da Rodovia do Xisto, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). 

“Até agora não temos uma dinâmica completa ou um boletim completo deste acidente. Não temos informação da outra parte, quem era o motorista do ônibus ou qualquer informação da empresa, que não procurou a família em nenhum momento. Eu não quis ver o vídeo, mas quem assistiu me falou que o ônibus entrou na contramão, outros que meu filho também poderiam ter parado”. 

A equipe do Portal Banda B tenta contato com a empresa do ônibus envolvido. Ainda de acordo com o pai, os pertences do jovem ainda não foram encontrados pela família. 

“A motocicleta foi retirada do local por um terceiro, tem um vídeo, mas ainda não sabemos quem foi. O próprio celular e os documentos dele desapareceram e para correr atrás dos trâmites legais do luto os documentos são necessários. Chegaram a perder o corpo do meu filho, que estava no hospital e depois não estava mais. Minha nora o encontrou no IML de Curitiba e foi um baile para liberar sem a documentação”

Emocionado pela despedida do filho, o pai também questionou a ausência das empresas envolvidas. Segundo ele, tanto a empresa de ônibus quanto a empresa para qual o motoboy trabalhava não entraram em contato com os familiares.  

“No primeiro momento quero me despedir dele, uma dor que pai nenhum quer passar, mas infelizmente ele se foi e vou ter que enterrar ele. Ele deixa um filho que vai ficar para a gente cuidar, mas na sequência eu vou procurar justiça. É uma vida, ele estava trabalhando, não estava roubando. É uma vida”. 

Vítima morreu na última semana como motoboy 

A família também conta que esta era a última semana de Cezar trabalhando como motoboy e que uma transição de carreira era planejada devido ao risco da profissão. 

“Nós já havíamos combinado de ele parar 100% com a moto, era para ser a última semana dele, e realmente foi. Com ele não tinha tempo ruim, ele poderia estar com o problema que for, onde ele estava, ele estava rindo e encantava as pessoas. Eu não sei como vai ser o amanhã porque meu neto era muito  grudado com o pai, ele cativava todo mundo e não fazia mal para ninguém”. 

Homenagem dos motociclistas 

Motociclistas de São José dos Pinhais e de Araucária fizeram homenagem à Cezar, com motociatas, orações e queima de fogos de artifício. 

Veja os vídeos:

Imagens: Colaboração Banda B