Suspeita de comandar um esquema bilionário e ilegal de venda de ouro, uma família que mora em Curitiba é alvo de mandados de busca e apreensão. De acordo com a Receita Federal, o trabalho desta quarta-feira (28) investiga a extração de ouro mediante o cometimento de crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

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Divulgação Receita Federal

A Operação Pirâmide de Ouro é uma investigação conjunta da Receita Federal e Polícia Federal. Ela começou após a apreensão de 15 barras de ouro (cerca de 7,5 kg), sem qualquer documentação, no Aeroporto Internacional de Belém, no Pará.

De acordo com as investigações, a organização atuaria sob o comando desta família radicada em Curitiba, que praticava a extração irregular e comercialização de minério de ouro nos estados de Rondônia e Amazonas. Essas operações seriam “esquentadas” por meio de Permissões de Lavra Garimpeira (PLG) não utilizadas, ou subutilizadas, de duas cooperativas localizadas no estado do Pará e por camadas de empresas especializadas em fraude fiscal, localizadas também em Curitiba.

Histórico

Entre os anos de 2019 e 2023, a Receita Federal realizou operações comerciais que apontam a venda de aproximadamente uma tonelada de minério de ouro sem origem lícita, sendo quase a totalidade destinada para exportação, a qual era realizada por uma empresa de Goiânia.

O grupo econômico investigado praticou ainda atos de lavagem de dinheiro por meio da utilização de empresas de fachada, pagamento por meio de interpostas pessoas, além de transações financeiras de altos valores, principalmente de forma fracionada, para burlar limites regulamentares ou operacionais.

Mandados

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Curitiba, Porto Velho, Manaus e Itaituba, além do sequestro de bens e valores que somam em torno de R$ 2 bilhões, a suspensão das atividades comerciais de seis empresas investigadas e a suspensão das atividades de duas PLG pertencentes a cooperativas de ouro localizadas no estado do Pará.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, usurpação de bens da União, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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Família de Curitiba é suspeita de comandar esquema bilionário de venda ilegal de ouro

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