A família do menino Lucas Pacheco Pereira de Souza Paz, de 4 anos, está vivendo um drama desde que descobriu que ele tem um câncer infantil chamado de neuroblastoma de alto risco. Para custear o tratamento de quase R$ 2 milhões, os pais criaram uma vaquinha online depois de duas negativas da Justiça para acesso ao medicamento de um protocolo internacional.
A saga do Lucas teve início em setembro do ano passado, quando ele foi diagnosticado com o neuroblastoma em nível 4, um dos estágios mais avançados da doença, que afeta o sistema nervoso periférico. A criança, que mora em Curitiba, passou por quimioterapia, radioterapia, cirurgias e um transplante de medula óssea, no último mês de março.
Depois disso tudo, parecia que Lucas estava curado. Mas, em julho, o tumor reapareceu. Foi quando os pais, Evandro e Juliana, tiveram informações sobre o medicamento importado aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O problema é que o tratamento tinha um valor milionário, que não cabia no bolso da família.
“O meu marido mandou e-mail para o mundo inteiro e sempre teve a resposta: a doença quando ela volta aproveitem os meses que vocês têm com ele que é muito difícil ter cura. Mas aí nos passaram que existe uma medicação de alto custo que tem a possibilidade de cura. Então, 60% das crianças que utilizaram essa medicação se curaram e não tiveram mais a doença”, disse Juliana.
Mas a informação de que cinco crianças que entraram na Justiça, no estado de São Paulo e no Distrito Federal, conseguiram o remédio gratuitamente deu esperança. Os pais então entraram com uma ação, que foi negada tanto em primeira instância pela 3ª Vara Federal de Curitiba quanto em 2ª instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
“A juíza negou o pedido alegando que o custo efetivo é muito alto. Ou seja, a vida dele não vale R$ 2 milhões”, lamentou Juliana.
Dos seis processos judiciais, apenas o de Lucas foi negado no país, o que causou revolta nos pais.
“A gente tentou falar com várias pessoas, entre elas uma advogada do Ministério da Saúde que se disse muito preocupada porque os outros processos no Brasil que estavam correndo pedindo a mesma medicação todos ganharam. Processos, inclusive, que entraram na Justiça depois do nosso”, afirmou a mãe.
Quem puder ajudar o Lucas é só acessar a vaquinha no link. Qualquer valor é aceito.
