Pais e estudantes do Colégio Estadual Tiradentes, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, procurara a Banda B para relatar a preocupação com o futuro da instituição de ensino. Segundo eles, as salas estão caindo ao pedaço e não há sequer opção de lazer decente aos alunos. E o pior é que não há previsão para melhorias.

O colégio, então municipal, foi fundado em 1971, com a ajuda de monges beneditinos, que inicialmente foram os mestres da escola. Para melhor gerir os recursos que a comunidade empregava, foi criada a Fundação Itaqui, que em 1999 alugou o terreno à Fundepar, ligada ao Governo do Paraná, para a criação de uma escola estadual.

A partir daí começaram os problemas, como explicou à Banda B a presidente da Associação de Pais e Mestres da escola, Ivonete de Souza Reis. “Não há salas suficientes e as que têm estão caindo aos pedaços, com goteiras e tudo mais. Também faltam equipamentos de tecnologia e os moradores estão tirando do bolso para reformar”, disse.

Segundo Ivonete, os lados envolvidos, Fundação Itaqui e Governo do Paraná, jogam um para o outro o problema. “Já fizemos várias reuniões e ninguém da Fundação Itaqui aparece para falar sobre o assunto. Fica um jogando para o outro e não se resolve nada”, lamentou.

“Problema sério”

A diretora da escola, Regina Lúcia Rocha, disse em entrevista nesta quarta-feira (30) que o problema é muito sério. “A escola está em um terreno alugado por esta fundação, que não autoriza o estado a fazer reforma. Eles recebem o aluguel e não investem na escola. O problema mais sério é esse. A gente não tem uma quadra coberta, muro condenado e outros problemas”, confirmou.

A Banda B também entrou em contato com a Fundação Itaqui que prometeu uma resposta oficial na próxima terça-feira.