Completar o álbum da Copa é uma sensação que, para muitos de nós que já tivemos esta oportunidade, é inexplicável. Todo ano em que há Copa do Mundo, milhares de brasileiros começam a se planejar para tentar atingir esta meta que, se concluída com sucesso, fica guardada para o resto das nossas vidas.
É justamente este o motivo que levou dois estudantes de colégios daqui de Curitiba a ajudarem crianças vulneráveis que vivem com o auxílio de uma ONG, e que não possuem oportunidades de fazerem este investimento rotineiro nas compras das figurinhas, a também concluírem os seus álbuns e assim obterem a sensação de realização e a oportunidade de socialização com outras pessoas.
Vinicius Vernizze Carlesso, de 16 anos, que é autor do projeto junto com seu primo Gabriel Henrique Vernizze Dalke, explica como funciona o “Projeto Figurinha” à Banda B. Segundo ele, a ideia nasceu diante de uma necessidade de fazer um trabalho para o colégio.
Ele convidou o primo para ajudá-lo por conta das dificuldades que a rotina da ação beneficente traria com conciliação dos estudos.
“Veio meio do nada”, iniciou. “Eu pensei o seguinte: ‘tem muitas crianças que não tem o álbum, não tem as figurinhas’. Então, eu decidi fazer isso (…). No início, o projeto só funcionava com as arrecadações pelo meu PIX [que está disponível no meu Instagram], mas não estávamos tendo tanto rendimento como a gente esperava. Isto porque o projeto, em si, é caro”, continuou.
Atualmente, o Projeto Figurinha atende cerca de 30 crianças que vivem em Curitiba. Os pequenos, segundo Vinicius, conviveram com um histórico ligado à violência ao longo das suas vidas. Ele conta que o repasse das figurinhas se dá por meio de objetivos.
“Temos o objetivo ‘menor’, que são 30 pacotinhos no álbum, e o objetivo ‘maior’, que seriam a obtenção de 660 figurinhas – o que dá em torno de 135 pacotinhos. Hoje, porém, só conseguimos atender com 30 pacotinhos. Então, separamos em ‘kits’ e damos para a instituição que refaz a distribuição às crianças”, pontua.
Retorno social
Após decidirem que somente o método de arrecadação via PIX não era o mais adequado, os primos optaram por fazer trocas com outros colecionadores nos shoppings Palladium e Barigui.
As trocas funcionam da seguinte forma: duas por uma. O objetivo é ter mais figurinhas para que sejam repassadas às crianças. Os demais colecionadores, de acordo com Vinicius, ainda mais conforme os primos divulgavam a intenção das trocas, aderiram com facilidade à proposta.
“Eu me surpreendi muito. Nos shoppings, a gente falava dos nossos projetos e as pessoas aderiram muito bem. Elas completavam os álbuns e deixavam as figurinhas repetidas com a gente. Ou, até mesmo, nos conheciam nos shoppings e, posteriormente, nos procuravam nas redes sociais”, disse o entrevistado.
Além dos shoppings, as doações de figurinhas podem ser feitas por meio de negociações com o Instagram do projeto. Vinicius afirma que possui o objetivo de levar a mais crianças vulneráveis que vivem em Curitiba.
“Eu quero atender mais crianças. Também frequento hospitais da cidade e visito crianças internadas. Eu vejo que este álbum pode ser um sinal de força para elas. Eu quero inovar e cada vez fazer uma meta nova”, finaliza à Banda B.
Clique aqui e acesse um PDF com todas as informações sobre o Projeto Figurinhas.
