Empresas pagam parte dos salários atrasados e greve de ônibus na quinta não está descartada

Ainda falta uma empresa depositar os pagamentos dos trabalhadores, de acordo com o sindicato

Angelo Binder e Antonio Nascimento

ônibus

Foto: Luiz Costa/SMCS

As empresas de ônibus pagaram parte do salários atrasados dos trabalhadores do transporte coletivo de Curitiba. Mesmo assim, a greve geral prevista para iniciar nesta quinta-feira (12) não está descartada.

Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, em entrevista à Banda B, ainda falta uma empresa depositar os valores dos vencimentos do mês de maio aos funcionários.

Foto: Luiz Costa /SMCS

“O indicativo de greve está mantido. A única forma de não acontecer a greve e se a empresa que não pagou os salários fizer o pagamento. Não podemos viver todas as datas de pagamento com essa incerteza. Estamos em contato com a Urbs, com a Comec e o Setransp, que é representa as empresa, para saber como vão ficar os pagamentos”, explicou, lembrando do acordo firmado entre sindicatos e empresas.

O Sindimoc, Setransp e a Urbanização de Curitiba (Urbs) participaram de uma audiência na Superintendência Regional do Trabalho no Paraná em 28 de abril que previa, segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, que as datas de pagamento (dia 5 do mês) e do vale (dia 20 do mês) estariam garantidos pelo menos até janeiro 2023.

A empresa citada por Teixeira é a CCD. O presidente do Sindimoc disse que a Glória e Tamandaré Filal, empresas que estavam com os salários atrasados, quitaram 75% do valor devido aos trabalhadores.

Neste semana, os trabalhadores realizaram assembleias para votar indicativo de greve o que gerou atrasos nas saídas dos ônibus das garagens pela manhã, o que gerou atrasos nos horários dos coletivos.

O que diz a Urbs

A Urbs confirmou o atraso nos repasses às empresas e alega que aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022.

O município de Curitiba, segundo a nota, também aguarda o repasse de subsídio ao transporte coletivo por meio do convênio com o Governo do Estado, o que deve ocorrer até meados da semana.

O que diz o Governo do Estado

A Banda B entrou em contato com a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) que informou que conforme previsto em convênio assinado entre Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba a parcela do subsídio será paga nesta semana.

A Banda B entrou em contato com a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) que informou que o projeto de lei orçamentária que remaneja R$ 174 milhões do orçamento da capital para a Urbs está tramitando pelas comissões temáticas da Câmara de Vereadores, que é uma etapa obrigatória antes da submissão ao plenário.

O que diz a Câmara Municipal de Curitiba

Protocolado no dia 1º de abril, o projeto ficou sob análise da Procuradoria Jurídica, para instrução técnica, do dia 4 ao dia 18, quando seguiu para análise da admissibilidade pela Comissão de Economia.

Lá, o presidente Serginho do Posto (União) designou Osias Moraes (Republicanos) como relator, que já se manifestou favorável à matéria na reunião do dia 4 de maio, mas houve pedido de vista das vereadoras Indiara Barbosa (Novo) e Professora Josete (PT).

A próxima reunião de Economia é nesta quarta-feira (11). Se houver a admissibilidade, o projeto passará por três sessões consecutivas na Ordem do Dia, para recebimento de emendas, depois é submetido a nova votação em Economia e, se aprovado, só então será submetido ao plenário.

Por se tratar de crédito orçamentário, não há previsão regimental de votação em regime de urgência. Se o cronograma for seguindo à risca, há a possiblidade de encerrar a votação do projeto ainda em maio.

A Banda B entrará em contato com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana.

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