O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro neste 7 de setembro, em Curitiba, reuniu diversos manifestantes na Praça Santos Andrade. A mobilização, que iniciou às 16 horas, teve como ponto de partida, segundo os participantes, a defesa da democracia no Brasil e o apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Banda B esteve no local e acompanhou o ato (veja imagens e fotos abaixo).

Em 2021, a Santos Andrade se tornou o local usado por manifestantes para protestos contrários ao atual Governo Federal. A mobilização é organizada por sindicatos, movimentos sociais e estudantis, além de partidos de esquerda.
“A expectativa é que venha uma grande multidão por aqui. Vamos fazer o ato para exercer nosso direito à livre manifestação, à livre expressão, deixar muito claro ao povo ‘que autoriza’, que não. Eu não autorizo o Bolsonaro”, afirmou Ferez Eduardo, representante do Partido da Causa Operária (PCO).
Os manifestantes também demonstraram seu apoio ao ex-presidente Lula. Alguns deles citaram à Banda B, inclusive, que a prisão do petista (PT) foi fundamental para tornar as eleições de 2018 uma fraude. Com a ação, Lula, visto pelos manifestantes como o candidato preferido da população àquela época, foi impedido de participar da corrida presidencial.
Outros pontos citados pelos protestantes também estão ligados a gestão em geral do Governo Federal com questões que vão além dos direitos constitucionais. A representante do PT, Ilza Ramos, relembrou os projetos do Executivo Federal enviados ao Congresso ligados aos direitos trabalhistas.
“Estamos ficando sem trabalho, sem casa, sem comida, totalmente à deriva. Estamos abandonados. Não temos políticas públicas que atendam as nossas necessidades. A situação está caótica e isto só piora nesse desgoverno neoliberal”, argumentou à Banda B.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Marcio Kieller, discursou no evento em frente do Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele destacou que o evento em Curitiba contra Bolsonaro, é apenas um daqueles que estão espalhados pelo país.
“Não queremos mais o atraso de um presidente que está preocupado com o voto impresso, e usa isso como ‘cortina de fumaça’ para questões mais importantes no Brasil. A presidente Dilma foi derrubada porque a gasolina estava a R$ 3, hoje, ela está a R$ 7 e nós vemos aqueles que seguem o Bolsonaro pedindo voto impresso”, iniciou Marcio Kieller.
Além disso, ele citou a “comemoração da independência” do grupo Grito dos Excluídos. O movimento tem como objetivo pedir projetos sociais ao poder público, que tragam mais justiça e equidade social aos brasileiros mais necessidades.
“Esse é o 27º Grito dos Excluídos. Ele foi colocado no dia 7, justamente, para discutirmos uma outra ‘independência do Brasil’. A independência daqueles que precisam de um teto, de comida na mesa, de um estado forte e presente. O ato se juntou ao que foi feito em Campo Magro pela manhã e que contou com mais de 1 mil pessoas”, alegou.
O repórter Antônio Nascimento esteve no local e acompanhou o protesto. A Polícia Militar (PM) não estimou a quantidade de manifestantes que foram a Santos Andrade.
Vídeos
Veja as imagens feitas pelo repórter Antônio Nascimento, abaixo: