O processo de superar a morte de uma pessoa que está ao nosso lado, na rotina diária, não é fácil. Seja pelo contato físico que se foi ou pelo fim do que se esperava no futuro, é fundamental trabalhar de uma forma diferencial com as famílias enlutadas. É o que acontece no Cemitério Vertical de Curitiba, que terá uma programação especial no Dia de Finados, mas que mantém um atendimento diferenciado durante todos os outros dias.
No primeiro contato com a perda, se faz fundamental a presença de uma cerimonialista para recepcionar as famílias e, na sequência, entra em campo um psicólogo, que acompanha os clientes, dando um prosseguimento após a cerimônia de despedida.
Segundo a cerimonialista Katia de Souza Borba, o fundamental neste tipo de serviço, de acolhimento inicial a família, é ter amor ao próximo. “Precisamos, em primeiro lugar, entender que cada cliente, que passa a morar conosco no Cemitério Vertical, tem por de trás uma história e uma família. Precisamos sempre cuidar de tudo isso neste momento. Nosso acolhimento é particular para cada família”, disse.
De acordo com a cerimonialista, existe uma falsa sensação de que, dependendo do caso, se está mais preparado para receber a notícia da morte. “É uma falsa impressão. Ninguém está realmente preparado. Não se pode cair no erro de achar o contrário, porque isso sempre acaba afetando as pessoas.”, opinou.
Acompanhamento
Romidal Westphalen pensa da mesma forma e utiliza um serviço oferecido pelo Cemitério Vertical, que fez a diferença em superar o sentimento de perda. “Cada um tem que saber como levar isso. Eu faço a terapia no cemitério e fui muito bem acolhida, isso depois que meu marido faleceu. São três anos e eles são muito queridos”, afirmou.
A mulher perdeu parentes próximos que agora descansam no Cemitério Vertical. É a mesma situação da Dona Maria, que sofreu muito ao perder a mãe. O genro dela, William Felipe Barbier Pereira, descreveu como fundamental o apoio psicológico, dado pelo profissional Tito Livio, que presta serviços ao Cemitério Vertical. “Faz um ano da morte da mãe dela e minha sogra tem ido, fazendo uma grande diferença para ela. Este apoio é muito bom, porque por fora seria mais caro e complicado”, ponderou.
De acordo com o psicologo Tito Livio, algumas pessoas que precisam deste apoio tem uma estrutura frágil e, com isso, o luto pode ser ainda mais forte. “Numa hora desta, a pessoa desaba e não consegue voltar a uma vida normal. Por isso, temos conseguido bons resultados para evitar uma depressão”, salientou.
O serviço é oferecido sem custos aos clientes do Cemitério Vertical de Curitiba. Nesta semana de Finados, o espaço terá uma programação especial de Finados, como destaca a cerimonialista Kátia. “As boas lembranças precisam ficar em evidência. É dia de olhar para a cicatriz e reviver momentos e pensamentos, dia de abrir a caixa da memória”, concluiu.
Para mais informações acesse o site do Cemitério Vertical clicando aqui.
