Com 43% de crianças não vacinadas contra a Covid-19, índice mais alto entre todos os públicos de Curitiba, a secretária Márcia Huçulak lamentou a forte influência do movimento antivacina para a decisão. A chefe da pasta municipal da Saúde apresentou à Câmara Municipal, nesta terça-feira (22), o Plano Municipal de Saúde 2022-2025 e falou, entre outros assuntos, do atual momento de pandemia.

Durante a fala, Huçulak lamentou o baixo índice de vacinação entre crianças, algo que já era sentido pela pasta antes mesmo do coronavírus. “A gente já vinha observando, antes mesmo do advento da pandemia, o movimento antivacina. Eu chego à conclusão de que a geração de pais hoje, que tem filhos bebês e crianças, não viveu e não sofreu com as doenças que nós, talvez uma geração anterior, vimos. Essa geração não viu a paralisia infantil, a morte de crianças por meningite, por sarampo e por isso relevem a ciência”, lamentou.
Desde a última sexta-feira (18), com a chegada de nova remessa de imunizantes, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) anunciou que vai manter aberta a repescagem continua da vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos.
Márcia Huçulak lembrou do surto de sarampo ocorrido em Curitiba no ano de 2019 e disse que o movimento antivacina é extremamente prejudicial para as estratégias de Saúde. “Infelizmente vivemos uma epidemia porque grande parte das pessoas de 15 a 29 anos não tomou vacina e teve contato com o vírus”, disse.
Desta forma, a secretária define como “desafio perene” o incentivo para a vacinação. “Eu sempre digo que, após a Covid, podemos ter outra pandemia. Então, é um grande desafio reverter o movimento antivacina”, concluiu.
Vacinação
Até segunda (21), 94.909 crianças haviam recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Trinta crianças receberam a segunda dose.
Resistência Nacional
Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, mais de 59% das cidades relatam enfrentar a resistência da população quanto à vacinação de crianças.
Segundo o levantamento, 94,4% não registraram reações graves e 2,3% dos gestores ouvidos afirmaram que houve reações adversas.